Posts para tag ‘EUA’

Neuro novel: ciência a serviço da literatura

Postado por Julio Honaiser em 28 de outubro, às 11:56  |  Comentário (1)
Neuro novel: ficcionalização a partir de síndromes bioquímicas. (Foto: Divulgação)

Neuro novel: ficcionalização a partir de síndromes bioquímicas. (Foto: Divulgação)

Primeiro foi o espírito, depois veio a alma e, mais diante, a mente. Agora, ela está sendo substituída na literatura pelo cérebro, diz um artigo da revista N+1. Falam até na criação de um novo gênero literário: o “neuro novel”, com protagonistas tendo que lidar com doenças mentais, cujas causas não são sociais nem psicológicas, mas bioquímicas. (mais…)

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O golpe de Honduras, em quadrinhos

Postado por O Livreiro em 22 de outubro, às 12:42  |  Comentários (2)

Zelaya 1 Blog

O golpe em Honduras, catapultado a assunto de primeira classe aqui no Brasil por conta da presença do presidente deposto Manuel Zelaya e dezenas de simpatizantes na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, continua pouquíssimo contextualizado. É um trabalho metódico, às vezes até chato, mas que é fundamental para tornar a crise compreensível.

Se você tem tempo – e faz parte do seleto clube de assinantes do London Review of Books - recomendo a leitura de In Tegucigalpa, do editor de livros britânico John Perry. Se, como a maioria dos mortais, você quer entender rapidamente o que está em jogo e ter em mãos algumas raízes da crise, o quadrinho feito por Dan Archer e Nikil Saval e publicado na Alternet é provavelmente o melhor lugar para começar. Pegamos a dica no Twitter do usuário de O Livreiro Romeu Martins. (mais…)

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Barnes & Noble lança o Nook

Postado por Julio Honaiser em 21 de outubro, às 17:58  |  Comentários (19)
Nook: objetivo é desbancar o Kindle, da Amazon. (Foto: Divulgação)

Nook: objetivo é desbancar o Kindle, da Amazon. (Foto: Divulgação)

A guerra está declarada. A Barnes & Noble, maior rede de livraria dos Estados Unidos, acaba de lançar – na verdade ainda em fase de venda antecipada pelo site da rede – seu modelo de e-reader para competir diretamente com o Kindle, da Amazon, na empreitada pela fidelização de consumidores que não param de crescer. O modelo, que recebeu o nome de Nook, chega ao mercado em novembro com 2 gigabytes de memória, a capacidade de armazenar e tocar arquivos em formato de mp3 e a possibilidade de implementar a  troca de livros ente os usuários do gadget, como informa o Independent. (mais…)

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Miles Davis, o jazz e os livros

Postado por Julio Honaiser em 18 de outubro, às 14:13  |  Comentário (1)
Miles Davis: homenageado em exposição em Paris. (Foto: divulgação)

Miles Davis: homenageado em exposição em Paris. (Foto: divulgação)

Falemos sobre jazz e automaticamente o nome do amerciano Miles Davis nos vem à cabeça. Isso porque o trompetista constitui, sozinho, um capítulo à parte da história da música, com seu som no trompete puro, macio, quase sem vibrato. Fundador do cool jazz, do jazz modal, do jazz-rock e da fusion, Miles fez da renovação das linguagens o principal impulso gerador de sua música. Angariou uma legião de fãs, sem a menor dúvida, que certamente gostariam de estar em Paris neste exato momento. É que desde a última sexta-feira (16), a Cidade da Música do Parque de la Villette, na capital francesa, abriga a maior exposição já realizada sobre o trompetista, como informa a BBC  Brasil. São fotos, áudios, filmes inéditos, vídeos de shows, documentos e até roupas do músico. O nome da mostra, We Want Miles (“Queremos Miles”, em tradução literal), é uma referência ao disco ao vivo de mesmo nome lançado em 1981. Coisa de fã para fã.

O Livreiro aproveita a exposição de Paris para sugerir alguns livros que falam sobre a vida intensa de Miles Davis. E também outros títulos sobre o jazz, estilo musical que ele ajudou a eternizar e a difundir. Boa leitura e – por que não? – boa música. (mais…)

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Vampiros e zumbis: estudo sobre a sexualidade?

Postado por Julio Honaiser em 15 de outubro, às 15:26  |  Comentários (19)
O vampiro Bill (Stephen Moyer) e a humana Sookie (Ana Paquim): tórrida relação. (Foto: Divulgação)

True blood: humana não resiste aos encantos do vampiro. (Foto: Divulgação)

Neste exato momento, jovens garotas em todo o mundo  estão  vidradas nas páginas dos livros da saga Crepúsculo ou nos capítulos da série True blood (série de TV exibida aqui no Brasil pelo canal pago HBO), tendo talvez os primeiros rompantes de sexualidade ao se deparar com os dentes afiados desses vampiros. O curioso nessa cena de erotismo juvenil talvez esteja no fato de que esses vampiros nem de longe lembram os rapazes brutos e másculos a que elas estão acostumadas. São sedutores, envolventes, mas sugerem uma sofisticação difícil de se ver no mundo real. Por outro lado, basta assistir um filme de zumbi para notar que a brutalidade crua desses seres despertam o interesse dos meninos. (mais…)

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Para conhecer a arte pop

Postado por Julio Honaiser em 14 de outubro, às 20:33  |  Comentários (9)
Loja da Louis Vuitton decorada com a arte de Murakami

Loja da Louis Vuitton decorada com a arte de Murakami. (Foto: Divulgação)

Quando o artista plástico japonês Takashi  Murakami recebeu o convite do diretor criativo da luxuosa Louis Vuitton, Marc Jacobs, para um trabalho com a marca francesa, não poderia supor que se transformaria, anos depois, em uma espécie de símbolo da nova moda, cada vez mais ligada às novidades da rua. A ousadia de inserir cor ao clássico logo da grife e seus desenhos nos acessórios acabou sinalizando para os rumos que a marca decidiu tomar. Foi um divisor de águas. E para deleite dos fãs de Murakami, ele é um dos nomes que fazem parte de Poplife: Art in a material world (”Vida Pop: arte em um mundo materialista”), exposição que permanecerá em cartaz no Tate Modern, em Londres, até janeiro de 2010. (mais…)

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Vook: livro eletrônico com vídeos e interatividade

Postado por Julio Honaiser em 1 de outubro, às 18:37  |  Sem comentários

Logo quando você estava se acostumando à ideia de ir pra cama com um Kindle em vez de um livro, eis que surge uma nova concepção de leitura. É o Vook, basicamente um suporte híbrido, ainda em fase de elaboração, que mistura livro, vídeo online e Twitter, como informa o New York Times.

Nesta quinta-feira (01), por exemplo, a enorme Simon & Schuster anunciou que está trabalhando com um parceiro multimídia para lançar quatro “vooks”, que poderão ser vistos online ou pelo iPhone ou iPod Touch.

O formato tem tudo para fazer algo que os Kindles e Sony Readers sequer arriscam: mudar a maneira como se conta uma história. (mais…)

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Papel, Vigo, Handke e Paulo Rodrigues

Postado por Douglas Duarte em 26 de setembro, às 10:58  |  Comentário (1)

Quer saber das últimas novidades sobre livros mas não quer deixar de lado aquele romance bacana que você descobriu semana passada vasculhar os jornais? Conte com O Livreiro para resumir o que interessa a um leitor nos quatro principais jornais do Brasil nesse fim de semana.

Prosa & Verso

Uma enorme página branca, com aquela textura rugosa de papel jornal e charmosas manchinhas de tinta (não intencionais) abrem a bela edição do caderno literário de O Globo dedicada ao Papel do papel, título que boia no meio da página com autoridade insuspeita. Dentro do caderno, diversos artigos destrincham as vidas passadas do papel e suas próximas encarnações. Temas esperados, como uma contestação de sua morte e assuntos como o livro eletrônico, dão as caras (como fugir deles?), mas livres dos clichês e ranços comuns da discussão. (mais…)

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Maomé vai à censura

Postado por O Livreiro em 18 de agosto, às 15:50  |  Sem comentários

Um dos epítetos de Alá no Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, é “o misericordioso”. Mas recentemente o medo de represálias por parte de muçulmanos radicais fez com que dois livros – um americano e outro português – fossem censurados por suas editoras pouco antes do lançamento.

O caso americano é o de The cartoons that shook the world (”Os cartuns que abalaram o mundo”), da cientista política Jytte Klausen. Prestes a ser publicado e temendo uma repercussão negativa, a prestigiosa editora da universidade de Yale pediu que teólogos e consultores de segurança avaliassem o livro. No final, decidiu ir em frente com a publicação, mas retirar todas as ilustrações dos cartuns dinamarqueses que causaram controvérsia (e quase uma centenas de mortes) em 2005 por supostamente zombar do profeta Maomé.

No mais polêmico deles (que ilustra esse post, aliás) Maomé pede que homens-bomba se detenham já que seu estoque de virgens acabou. Como se sabe, um dos argumentos usados por sacerdotes radicais muçulmanos para convencer fiéis a se transformarem em terroristas suicidas é que um harém repleto de virgens esperando a chegada de um mártir ao paraíso. Há quem diga que não há qualquer base dessa alegação no Alcorão. Na dúvida, procure você mesmo.

A atitude de Yale foi duramente criticada, entre outros, pelo ensaísta e provocador Christopher Hitchens, que se pergunta aonde essa autocensura nos levará. O livro, contudo, continua sendo vendido em sua versão censurada.

Caso mais grave é o do português André Ventura, que viu seu A última madrugada do Islão ser abortado pela editora Chiado, que começou a temer represálias depois de alguns jornalistas portugueses criticarem o tom incendiário e as referências supostamente sexuais em relação ao profeta Maomé. Por conta da controvérsia envolvendo o romance – um trabalho de ficção com fatos reais salpicados aqui e ali – Ventura está vivendo sob vigilância, semiclandestino. Nesta carta aberta, ele afirma que a polêmica não seria tão grande se as pessoas pudessem ler o livro e pede à Chiado que o publique já.

Os exemplos não acabam: ainda que seja uma novela água-com-açúcar, A joia da Medina, lançado aqui, causou celeuma nos EUA. Em 2005, uma corte londrina cancelou uma apresentação da Lisístrata, do grego Aristófanes, por se passar no paraíso muçulmano. Sequer parece que passaram 20 anos desde que o aiatolá Khomeini, então chefe supremo do Irã, pediu a cabeça do escritor Salman Rushdie numa bandeja pelo seu inquietante Versos satânicos, como recorda o Guardian nessa detalhada reportagem.

Rushdie foi profético ao comentar a decisão de sua editora de então de cancelar uma nova edição da obra: “É uma censura causada pelo medo. E cria um precedente terrível.”

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Reciclando os clássicos

Postado por O Livreiro em 18 de agosto, às 15:36  |  Sem comentários

Paris é uma festa, de Ernest Hemingway, volta às livrarias com edições e acréscimos do neto do homem. O vale da morte, aventura final de Sherlock Holmes, é republicada com capa de livrinho pulp dos anos 50 e assinada por “AC Doyle”. Razão e sensibilidade, de Jane Austen, agora vem com uma horda de zumbis assassinos. Fahrenheit 451, novela em que Ray Bradbury anunciava um futuro sem livros, sairá de novo – em quadrinhos. Vivemos a era da reciclagem literária.

Há, contudo, uma divisão clara entre umas e outras versões. Alguns projetos são movidos pela fidelidade ao original, quase uma homenagem ao gênio do autor. É caso de Paris, de Hemingway, mas também de Iniciantes, de Raymond Carver, e da versão integral de On the road, de Jack Kerouac. No caso de Carver, as novas edições tentam retirar a mão do editor Gordon Lish sobre o trabalho, como esmiuçado por Cristóvão Tezza, na Veja, e por Ronaldo Bressane, no Estadão. No caso de Hemingway, há bastante gente torcendo o nariz para o projeto.

Outros projetos buscam dar cara nova e rentável a romances que de outra forma, seriam considerados clássicos “demais”. É o caso do “novo” Sherlock (mudou-se a capa), da nova edição em graphic novel de Caçador de andróides (a família de Philip K. Dick exigiu que se mentivesse o texto integral), da nova edição de Fahrenheit 451 (livro e filme que já discutimos) e mesmo das adaptações para os quadrinhos de clássicos brasileiros como O Alienista, de Machado de Assis, e Jubiabá, de Jorge Amado. Em todos os casos, os originais são tidos como referência e vistos com reverência.

Mas o que dizer do último grupo? São projetos que viram de ponta-a-cabeça obras conhecidas e admiradas. No novo Razão e sensibilidade, as irmãs Bennett praticam artes marciais entre um e outro flerte. Igual polêmica envolve um romance baseado no Apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger. O autor conseguiu embargar a publicação do romance derivado, mas rapidamente o assunto se transformou numa bandeira pela liberdade de expressão nos EUA.

O New York Times publicou no fim de semana um sensato artigo a respeito dessas adaptações. O argumento é simples: alguns desses trabalhos fazem parte do nosso “mobiliário criativo”. Em outras palavras, resistem a algumas mudanças. Irreverência é diferente de desrespeito, afinal. Tal apropriação já deu resultados divertidos, como a já clássica versão dos Trapalhões para O auto da compadecida (veja abaixo), mas será que gostaríamos de ver O guarani de José de Alencar lutando kung-fu ou um Dom Casmurro entrecortado à Quentin Tarantino, terminando num violento tiroteio movido pelos ciúmes?

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