Posts para tag ‘entrevistas’

Xico Sá: lo portuñol selbage és ingovernable

Postado por Romullo Pontes em 30 de outubro, às 19:17  |  Sem comentários
Xico Sa blog

El escriba en la Flip de dosmilocho: berbe poliglota (Fueto: divulgación)

Xico Sá es um homem de berbe poliglota. Douglas Diegues, el gran-masón del portuñol selvaje, califica la variedad como un portunholito kabrobol xicosáensis, ciertamente por las influencias crato-cearenses de su prosódia hermosa y musical. Xico es uno de los principales defensores del portunhol en tierras paolistas, utilisando el pan-idioma constantemiente en sus tuítes, en el blog O Carapuceiro y en su primero románs Caballeros solitários rumo ao sol poente - que puede ser leído de gracias cliqueando tu ratón acá. Hablamos con él acerca de los caminos y descaminos del portuñol. Ledimos perdón por la moléstia de leer las preguntas en portugués.

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O portunhol já faz parte do seu dia-dia de modo muito natural, nos seus artigos e tweets. Um companheiro quase inseparável. Como e quando aconteceu este encontro entre portunhol e Xico Sá?

Siempre me gustó praticá-lo, de fuerma más tosca e peligrosa possible, pois és la lengua oficiale de los borrachos, pero foi en ligación afectiva e literária com dom Douglas Diegues, el mestre e invector del portuñol selbagem, kamarada da Yi-Yi Jambo, que empezei a hacer registros librescos. (mais…)

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Dez anos sem João Cabral de Melo Neto

Postado por O Livreiro em 9 de outubro, às 15:31  |  Sem comentários

João Cabral de Melo Neto: arquiteto da poesia (Foto: Carlo Wreder/Divulgação)

João Cabral de Melo Neto: arquiteto da poesia (Foto: Carlo Wreder/Divulgação)

“O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias”.

Bastaria este trecho de Morte e Vida Severina para compreender que estamos diante de uma obra poética que prima pelo apuro da forma. Publicado pela primeira vez em 1956, é o livro mais popular e social de João Cabral de Melo Neto, ao retratar a fuga da seca de retirantes que seguem o curso do rio Capibaribe personificada na imagem de Severino, homem humilde, à mercê da seca implacável do Nordeste. E como os mestres não devem ser esquecidos, O Livreiro lembra, neste dia 09, dos dez anos de morte do poeta. Em vez de fazer uma exposição de sua vida e obra, a ideia é ajudar o internauta com dicas para entendê-lo na visão de quem o admira. (mais…)

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Discriminação literária

Postado por O Livreiro em 23 de setembro, às 19:06  |  Comentários (16)
crepusculo

Cena do filme "Crepúsculo" / Divulgação

Acredite se quiser mas o vampiro romântico Edward Cullen e a heroína apaixonada Bella Swan podem ser um dos responsáveis pela discriminação sofrida pelas mulheres escritoras de livros de horror. Pelo menos de acordo com a escritora e roteirista Maura Mchugh, que, de acordo com o Guardian,  acusa a British Fantasy Society de sexismo depois do lançamento pela organização de In conversation: a writer´s perspective, volume one: horror (Conversas: a perspectiva do autor, volume um: horror) . O livro, que reúne 16 entrevistas com escritores contemporâneos de horror, curiosamente não fala de nenhuma mulher atualmente no gênero.

É aí que entra o argumento de Maura. Além de ressaltar que muitos clássicos do gênero de horror foram escritos por mulheres , como o próprio Frankenstein, de Mary Shelley, ela acredita que parte desse preconceito se deve por causa dos “romances paranormais” de gente como Stephenie Meyer, autora da série Crepúsculo, que explora versões açucaradas e imagens de vampiros sexies e heroínas apaixonadas.  Seu argumento é defendido também pela blogueira Cheryl Morgan, em seu Cheryl´s Mewsings, que acredita que o romance paranormal esteja limitando, em certo sentido, o mercado de escritoras, que parece não acreditar que uma mulher seja capaz de escrever uma história de horror sem vestígios de “açúcar”.

Diante dessa confusão vampiresca, O Livreiro quer saber: você acha que livros como o da série Crepúsculo diminuem a seriedade na imagem das escritoras de obras de horror?

E mais: que escritora de horror você incluiria nesse “hall dos horrores”?

Aproveite para conhecer comunidades dedicadas aos gêneros Fantasia e Horror, à saga de Crepúsculo e à autora Stephenie Meyer aqui em O Livreiro.

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Bienal do Livro: interativa e (ainda) mais popular

Postado por Julio Honaiser em 21 de setembro, às 12:50  |  Sem comentários
Ana Branco

Multidão circula pelas avenidas do Riocentro - Foto: Ana Branco/O Globo

Bienal é o tipo de evento que sempre resulta em descrições superlativas. Acostumado a quebrar seu próprio recorde – e não foi diferente desta vez, com público estimado de 640 mil pessoas em 11 dias – o evento tem o desafio de se reinventar a cada vez. E ele foi bem-sucedido nesta XIV edição, com mais atividades paralelas como debates (além do tradicional Café Literário, a área Mulher e Ponto foi dedicada apenas para o comportamento feminino na escrita); áreas lúdicas (a Floresta de Livro fez sucesso entre as crianças) e presença de artistas populares (a série Livro em Cena contou com gente como Tony Ramos, Marília Pêra e Matheus Nachtergaele).

Com tanto chamariz de público, a lotação foi constante: durante a semana, grupos infinitos de crianças e professoras ensandecidas; no fim de semana, todo tipo de gente disposta a achar seu próximo livro predileto.  No segundo sábado, a organização contabilizou o espantoso número de 100 mil pessoas circulando nos corredores dos três pavilhões.

Com tanta coisa bacana acontecendo ao mesmo tempo, O Livreiro não poderia ficar de fora. (mais…)

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Robert Crumb e sua visão do Gênesis

Postado por Julio Honaiser em 16 de setembro, às 12:58  |  Comentário (1)

GenesisNOT

Após extensa pesquisa, o cartunista Robert Crumb vai lançar em outubro aquela que é considerada a principal publicação em HQ no ano. Gênesis, versão ilustrada do primeiro livro da Bíblia, respeitou “palavra por palavra” do texto original, mas adicionou o humor e a ironia característicos dos desenhos de Crumb. O livro deve sair logo depois no Brasil, pela Conrad. (mais…)

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Woodstock: 40 anos

Postado por O Livreiro em 14 de agosto, às 19:40  |  Sem comentários

Existem muitas versões sobre o que foi Woodstock, o lendário festival de rock, realizado numa fazenda no interior dos Estados Unidos. Algumas resumem o evento a três dias de sexo, drogas e rock’n’roll, mas certamente não foi só isso. Símbolo do espírito livre e pacifista da contra-cultura doa anos 60, o festival de música transcende seu aspecto musical, ao atingir questões de cunho político, comportamental e ecológico. Por conta do caráter multifacetado do evento, que no próximo dia 15 comemora 40 anos, dois livros publicados aqui no Brasil narram, sob perspectivas diferentes, uma visão sobre o acontecimento.

O livro Woodstock é um passe livre para percorrer a maratona dos três dias do festival, com acesso aos bastidores, aos músicos, aos organizadores e à plateia. A obra é dividida em três partes, uma para cada dia do festival, realizado entre 15 e 17 de agosto de 1969. Com uma seleção de depoimentos em primeira pessoa, que vão dos idealizadores do evento a músicos (Janis Joplin, Santana, Jimi Hendrix, Jerry Garcia, Joan Baez), o jornalista e DJ Pete Fornatale conseguiu costurar o que ocorreu em cima, na frente e atrás desse palco antológico do rock. Só para se ter uma ideia, são mais de 100 entrevistas com pessoas envolvidas, talvez o maior trabalho jornalístico já realizado sobre o tema, como informa a matéria do Jornal do Brasil.  Leia um trecho de Woodstock aqui .

Outro livro sobre a festa,  Aconteceu em Woodstock, é de autoria de Elliot Tiber, o homem que levou o show histórico para a pequena cidade de Bethel. Tiber conta no livro que Woodstock aconteceu quase por acaso: como uma tentativa de salvar o hotel dos pais da falência, ele ofereceu o terreno para promover um show de rock e arrecadar dinheiro. Só não imaginava as enormes proporções que o evento tomaria.  O livro virou filme pelas mãos do cineasta Ang Lee, que o próprio Tiber já assisitiu muitas vezes, como fala em entrevista ao Globo Online.

1968 – O ano que abalou o mundo, do pesquisador Mark Kurlansky, pode até não falar diretamente sobre Woodstock, mas certamente revive detalhadamente toda a história política e cultural de um ano crucial para a sociedade contemporânea. Da invasão da Tchecoslováquia à queda de Nixon, Kurlansky analisa os principais acontecimentos daquele ano.

Na mesma linha, 68 – O ano que não acabou, do jornalista Zuenir Ventura, analisa o impacto das mudanças ocorridas no período e o legado comportamental e social que a época deixou para as geração futuras. Tudo através do texto impecável do jornalista, que, fascinado pelo tema, acabou publicando uma espécie de continuação, 1968 – O que fizemos de nós, com trecho disponível na Época, que tenta encontrar na atual sociedade vestígios e heranças da geração de 68.

E para os que não veem o inglês como impedimento, o site da ABC preparou uma lista de nove obras obrigatórias sobre a festa de Woodstock. Boa leitura.

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Histórias de vida

Postado por O Livreiro em 10 de agosto, às 18:25  |  Sem comentários

Até que ponto as histórias que contamos nos ajudam a suportar a realidade? No caso do ex-detento da Febem Roberto Carlos Ramos, essas histórias não só foram essenciais para sua sobrevivência em violentas instituições, como também uniram o então moleque e a pedagoga Marguerite Duvas. Na década de 70, ela o acolheu e deu ouvidos às histórias – fiéis, fantasiosas ou nebulosas – de sua vida conturbada, como você pode conferir no depoimento de Roberto no vídeo acima.

São esses casos do menino Roberto o fio condutor do filme O contador de histórias (2009), do diretor Luiz Villaça, que acaba de estrear nos cinemas. Quer ir conferir de graça? Participe do concurso cultural que o site está organizando. É simples: cada seguidor do perfil @olivreiro no Twitter precisa virar um contador de histórias. Ou melhor, de uma única história contada por todos os membros.

É simples. Todo dia durante uma semana, a partir deste dia 10 de agosto, O Livreiro vai postar uma história pela manhã, que deverá ser continuada por vocês, usuários. Serão sorteados diariamente, até o dia 14 de agosto, para os nomes de “autores do dia” que participarem, dois ingressos do filme.

Curiosidade: assista à entrevista que o agora adulto Roberto Carlos Ramos deu ao programa Altas Horas falando sobre o filme e sobre sua recuperação social, na época praticamente desacreditada.  Veja também o trailer de O contador de histórias logo abaixo.

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As influências de um leitor apaixonado

Postado por O Livreiro em 10 de agosto, às 18:05  |  Sem comentários

Ruy Castro admite em entrevista ao Estado de S. Paulo ter sido um “miniclone” de seus escritores favoritos nos primeiros anos de sua carreira como jornalista. E é justamente essa admiração e essa relação de clara inspiração que o levou à compilação O leitor apaixonado – prazeres à luz do abajur, coletânea de 45 artigos escritos originalmente para a imprensa e selecionados pela mulher Heloísa Seixas, que Castro vai lançar na próxima terça-feira, dia 11 de agosto, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

Ao longo da vida profissional, Ruy Castro se dedicou a contar a vida de personalidades como Tom Jobim, Carmen Miranda ou Garrincha. Mas ele escreve sobre os grandes nomes da literatura com a mesma autoridade e leveza que já aplicou aos ídolos da música popular, do cinema e ao futebol. Na obra, Castro expõe o lado humano de escritores como Nelson Rodrigues, Dorothy Parker, Nathanael West, Gertrude Stein, Millôr Fernandes, Oscar Wilde e Paulo Francis, entre outros. Os textos vão de Alice no País das Maravilhas – que, em suas palavras, lhe abriu o universo das letras, aos oito anos – até o debate sobre a internet.

Para conhecer um pouco mais sobre Ruy Castro, a dica é dar uma olhada na extensa entrevista que o Correio Braziliense fez com o escritor. Nela, Castro fala sobre temas diversos que vão do exercício da escrita no Brasil até a violência urbana nas cidades, passando pela “crise do papel”. O livro será lançado às 19hs desta terça (11), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

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Chico explica a razão do título

Postado por O Livreiro em 18 de julho, às 16:16  |  Sem comentários
Chico na Flip: um popstar (Foto:André Coelho/O Globo)

Chico na Flip: um popstar (Foto:André Coelho/O Globo)

Desde que lançou “Leite derramado” dos dois lados do Atlântico, há um par de meses, Chico Buarque recusou todos os pedidos de entrevista feitos no Brasil. Fãs do escritor e compositor tiveram de se contentar com sua concorrida mesa na última Flip, onde discutiu com o escritor Milton Hatoum as coincidências entre seu livro e “Órfãos do Eldorado”, do escritor amazonense.

Agora Chico surge numa longa e relaxada entrevista para a revista de cultura do jornal português “Público” falando apenas de raspão de música e muito de literatura. (mais…)

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Fuentes elogia Coetzee

Postado por O Livreiro em 17 de julho, às 16:02  |  Sem comentários
Fuentes: ligado em Coetzee e Nadime Gordimer (Foto: Zeca Fonseca/O Globo)

Fuentes: ligado em Coetzee e Nadime Gordimer (Foto: Zeca Fonseca/O Globo)

O mexicano Carlos Fuentes, que lança agora seu “A vontade e a fortuna” no Brasil, fala à correspondente de “O Globo” em Nova York, Marília Martins, sobre a política mexicana, seu próximo livro, narcotráfico e ética de trabalho.

A melhor literatura que se escreve hoje é a dos antigos centros, é a produção literária das antigas colônias, é a literatura de língua inglesa escrita por Nadine Gordimer e J.M. Coetzee, por exemplo.

Leia um pouco de “A vontade e a fortuna” aqui e a entrevista completa aqui.

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