Posts para tag ‘entrevista’

‘O pequeno príncipe’ em São Paulo

Postado por Julio Honaiser em 22 de outubro, às 15:18  |  Comentários (4)
O pequeno príncipe chega na Oca. (Foto: Divulgação)

O pequeno príncipe chega na Oca. (Foto: Divulgação)

A mostra O Pequeno Príncipe na Oca, que retrata o universo criado pelo poeta e escritor Antoine de Saint-Exupéry, entra em cartaz nesta quinta-feira (22), no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Com matérial inédito até mesmo na França, a mostra, que fica em cartaz até o dia 20 de dezembro,  reúne mais de 300 peças que compõem o universo de um dos personagens mais conehcidos da literatura: objetos pessoais do escritor, estudos, desenhos e esboços que deram origem ao livro original. Tudo isso espalhado em 10 mil metros quadrados.

Pra te deixar com vontade de visitar a exposição, no site da Folha, é possível assitir a um video sobre O Pequeno Príncipe na Oca, com direito a uma entrevista com o sobrinho de Saint-Exupéry, François D`Agay, que comenta a organização do espaço, de São Paulo.

Antes mesmo de saber da vinda da exposição para o Brasil, O Livreiro aproveitou o Dia das Crianças para criar um quiz sobre O pequeno príncipe. Na verdade, uma maneira de testar os conhecimentos dos participantes da rede social sobre a obra e ver que tipo de fã você é. Vale a pena dar uma olhada e se aventurar pela obra mais famosa da literatura infanto-juvenil. Boa viagem!

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Entrevista em quadrinhos com Beto Brant

Postado por Douglas Duarte em 14 de outubro, às 11:52  |  Comentário (1)

Beto 1

Uma das coisas mais legais desse blog é poder “navegar nos comentários”: tanto o post de nossa entrevista com Jon Lee Anderson, quanto aquele onde pedimos que nossos leitores contassem quais livros marcaram suas infâncias tiveram centenas deles. Uma clicada rápida nos nomes das pessoas que opinaram aqui sobre um assunto ou outro mostra que O Livreiro tem um público bacana, bom não só de leitura mas também de escritura.

Um desses que descobrimos através dos comentários foi o Fábio Farias, que é um dos editores de uma revista de cultura que não conhecíamos e que merece a visita: se chama 14 e está no segundo número. E qual não é nosso gosto em ver que eles trazem uma entrevista com o cineasta Beto Brant. (mais…)

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Dez anos sem João Cabral de Melo Neto

Postado por O Livreiro em 9 de outubro, às 15:31  |  Sem comentários

João Cabral de Melo Neto: arquiteto da poesia (Foto: Carlo Wreder/Divulgação)

João Cabral de Melo Neto: arquiteto da poesia (Foto: Carlo Wreder/Divulgação)

“O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias”.

Bastaria este trecho de Morte e Vida Severina para compreender que estamos diante de uma obra poética que prima pelo apuro da forma. Publicado pela primeira vez em 1956, é o livro mais popular e social de João Cabral de Melo Neto, ao retratar a fuga da seca de retirantes que seguem o curso do rio Capibaribe personificada na imagem de Severino, homem humilde, à mercê da seca implacável do Nordeste. E como os mestres não devem ser esquecidos, O Livreiro lembra, neste dia 09, dos dez anos de morte do poeta. Em vez de fazer uma exposição de sua vida e obra, a ideia é ajudar o internauta com dicas para entendê-lo na visão de quem o admira. (mais…)

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Pierre Lèvy e os dez anos de Cibercultura

Postado por O Livreiro em 6 de outubro, às 13:59  |  Sem comentários
Pierre Lèvy: um dos pioneiros na reflexão sobre a cibercultura. (Foto: Divulgação)

Pierre Lèvy: um dos pioneiros na reflexão sobre a cibercultura. (Foto: Divulgação)

É praticamente impossível falar em cibercultura sem mencionar o nome do tunisiano Pierre Lèvy, que, em 1995, quando a web ainda estava em formação, previu que a rede seria um espaço virtual coletivo sem nenhum controle, que aumentaria a inteligência de todos. Do pensamento então pioneiro do filósofo surgiu o livro Cibercultura, em que expunha suas reflexões sobre como os meios digitais provocarão uma profunda mudança na sociedade. O livro comemorou dez anos em terras brasileiras com o Cibercultura 10+10, evento em Santos que trouxe para cá, nos dias 1 e 2 de outubro, o próprio Lèvy. (mais…)

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O Livreiro na revista Época

Postado por O Livreiro em 5 de outubro, às 12:58  |  Sem comentários
Clube do livro, com Milton Hatoum, aumenta contato com leitores. (Foto: Divulgação)

Clube do livro, com Milton Hatoum, aumenta contato com leitores. (Foto: Divulgação)

O crescimento das rede socias sobre livros é o tema de uma reportagem da revista Época do dia 5 de outubro – infelizmente não disponível na versão online da revista -, que menciona O Livreiro como exemplo desse novo formato virtual. O sucesso do site que, com menos de um ano de existência e um público segmentado, já possui cerca de 14 mil membros, se deve, entre outras razões, de acordo com a publicação, à existência de um blog com conteúdo sobre o universo editorial e à chancela do amazonense Milton Hatoum, à frente do Clube do Livro.

O escritor, que funciona como uma espécie de mediador das discussões e debates literário que ele mesmo faz questão de alimentar periodicamente, foi entrevistado pelo site da revista. No ping-pong, Hatoum fala sobre o desejo de ampliar contato com os leitores através do Clube do Livro, a qualidade das discussões e a participação dos membros. Em tempo: começa amanhã, dia 06, o debate sobre o conto Arábia, do livro Dublinenses, de James Joyce, vencedor da última votação do Clube do Livro. Trata-se do primeiro livro de ficção do escritor irlandês.

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O mundo ácido de Allan Sieber

Postado por Julio Honaiser em 24 de setembro, às 13:58  |  Sem comentários

AllanSieber

Isenção, imparcialidade e seriedade. Esqueça estes três pilares (teóricos) do jornalismo e adicione uma pitada (ou seria dose?) de muito humor corrosivo. O resultado são os quadrinhos deliciosamente cruéis do desenhista Allan Sieber, que lança nesta quinta-feira (24), a partir das 19h30, no Cinemathèque de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, seu livro É tudo mais ou menos verdade – Jornalismo investigativo, tendencioso e ficcional de Allan Sieber. (mais…)

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Bienal do Livro: interativa e (ainda) mais popular

Postado por Julio Honaiser em 21 de setembro, às 12:50  |  Sem comentários
Ana Branco

Multidão circula pelas avenidas do Riocentro - Foto: Ana Branco/O Globo

Bienal é o tipo de evento que sempre resulta em descrições superlativas. Acostumado a quebrar seu próprio recorde – e não foi diferente desta vez, com público estimado de 640 mil pessoas em 11 dias – o evento tem o desafio de se reinventar a cada vez. E ele foi bem-sucedido nesta XIV edição, com mais atividades paralelas como debates (além do tradicional Café Literário, a área Mulher e Ponto foi dedicada apenas para o comportamento feminino na escrita); áreas lúdicas (a Floresta de Livro fez sucesso entre as crianças) e presença de artistas populares (a série Livro em Cena contou com gente como Tony Ramos, Marília Pêra e Matheus Nachtergaele).

Com tanto chamariz de público, a lotação foi constante: durante a semana, grupos infinitos de crianças e professoras ensandecidas; no fim de semana, todo tipo de gente disposta a achar seu próximo livro predileto.  No segundo sábado, a organização contabilizou o espantoso número de 100 mil pessoas circulando nos corredores dos três pavilhões.

Com tanta coisa bacana acontecendo ao mesmo tempo, O Livreiro não poderia ficar de fora. (mais…)

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Humberto Werneck, o gari da semântica

Postado por Julio Honaiser em 17 de setembro, às 20:42  |  Sem comentários
Humberto Werneck

Humberto Werneck: catando o lixo da semântica (Foto: Romulo Pontes)

É assim que o jornalista e escritor Humberto Werneck costuma se definir quando fala de seu livro recém-lançado, O pai dos burros, que reúne mais de 4.500 expressões espalhadas pelos 2 mil verbetes da obra. Se gari remete a lixo, é possível comparar Werneck com aquelas pessoas que catam bugigangas nos lixões e fazem obras de arte com elas. Ele se aproveita de frases que fazem parte do repertório de todo mundo e que de tão repetidas acabaram virando lugar-comum. Autor de O santo sujo – a vida de Jayme Ovale, eleita pela Associação de Críticos de Arte (APCA) a melhor biografia de 2008, Werneck conversou com O Livreiro no oitavo dia Bienal do Rio sobre clichês. No bate-papo, revelou como um livro pode surgir de uma mania incontrolável, quais os lugares-comuns que mais o irritam e sobre a urgência de ser criativo em um mundo regido por “formas prontas” e  “carimbos do dia-a-dia”. (mais…)

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Matheus Nachtergaele: a emoção de “Vidas Secas”

Postado por Julio Honaiser em 14 de setembro, às 11:56  |  Comentário (1)

A grande atração do evento Livro em Cena deste domingo foi o ator e agora diretor Matheus Nachtergaele. Muito emocionado após recitar o trecho da morte de Baleia, em Vidas Secas, de Graciliano Ramos, (acima, em vídeo do Prosa Online) ele conversou com O Livreiro sobre a relação entre artes cênicas e literatura, sobre a hábito de ler e sobre como virou fã da obra de Graciliano Ramos. (mais…)

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O senhor da prateleira

Postado por O Livreiro em 9 de agosto, às 17:38  |  Comentários (2)

“Professor, escritor aspirante e leitor voraz nas horas vagas”. É assim que o livreiro manauara Marcelo Abreu, 35 anos, se define em sua página pessoal. Mas cá entre nós: bota voraz nisso! Com poucos meses de existência do site, Marcelo já conta com 823 livros adicionados à prateleira, dos quais 314 são obras lidas e 506 aquelas que ele deseja ler. Além disso, participa de 44 comunidades, sendo moderador de boa parte delas, como as de Agatha Christie e Dan Brown.

Não é de se admirar que alguns usuários de O Livreiro tenham achado que se trata de um membro da equipe do site. Nada disso. Marcelo é mais um dos membros que chamou a atenção pela paixão descarada e sem pudores pela literatura, que começou na infância, com os gibis do Recruta Zero, da Disney e Hanna-Barbera. O conhecimento adquirido pelos livros lhe rendeu boas histórias. Como, por exemplo, o fato de ter sido o primeiro da família, aos 8 anos, a descobrir o que era um ornitorrinco. E mais: em uma entrevista de emprego, impressionou ao discutir as questões do Proálcool graças às informações de um livro infanto-juvenil. Mas isso é assunto que você confere logo abaixo, no papo que O Livreiro teve com o internauta.

O Livreiro: A paixão pelos livros é coisa antiga? Vem de quando?

Acho que nasceu na infância. Sabe aquela sensação de que você já nasceu alfabetizado, lendo de tudo? Comigo funcionou desta forma. Desde que eu me entendo por gente, lembro nitidamente de ter um livro em mãos. E graças ao destino, recebi o apoio da minha família, como minha mãe e meu pai, que também tinham o costume de ler. Minha mãe, com suas “Júlias”, “Sabrinas” e “Biancas” da vida e meu pai com os gibis do Recruta Zero, da Disney, da Hanna-Barbera e muitos outros. Uma outra pessoa muito importante na minha formação de leitor foi uma tia minha, que quando vinha passar feriados e férias aqui em casa, contava muitas histórias para mim e minha irmã, antes de irmos dormir, à noite. Quando casou com meu tio Antonio, que era funcionário dos Correios, sempre mandava para mim uma variedade de gibis que ele ganhava de cortesia das editoras. E todo sábado era sagrado: meu pai comprava um gibi. Mônica, Cebolinha, Pato Donald, Recruta Zero, Pica-Pau, Luluzinha, Bolinha. Todos eram muito bem-vindos.

O Livreiro: O tamanho da sua prateleira impressiona. Como faz para ler tantos livros?

Simplesmente aproveito muito os momentos de folga. Faço a linha “caseiro”, não saio muito de casa e viajo muito pouco por causa da grana curta, pois trabalho apenas meio período, como funcionário público, além de dar aulas particulares para umas poucas crianças em casa. Por isso, sempre acaba sobrando um tempinho, principalmente à noite. Quando não o aproveito para trabalhar em meu primeiro livro, leio bastante, principalmente antes de dormir. Sem falar que sempre carrego um livro comigo aonde quer que eu vá. Uma grande mania minha.

O Livreiro: Você é dono de um blog, o Pérolas da sublimação. Conte um pouco mais sobre o objetivo dele.

Sobre meu blog, ele é novinho, sem muitas pretensões, criado apenas há alguns meses por sugestão de um amigo, também blogueiro, que queria conhecer um pouco das coisas que escrevo e um pouco da minha subjetividade, tudo no mesmo pacote. O nome surgiu por conta da minha paixão por Psicologia e como um blog é espaço para divulgar idéias, produções artísticas e também um lugar para desabafar mágoas, sempre tentando torná-las algo positivo. Achei o nome perfeito!

O Livreiro: o que acha da proliferação de blogs na internet e a relação com a leitura e escrita?

Os blogs estão aí para acrescentar algo, mas muitos (como o meu) infelizmente permanecem anônimos e principalmente inacessíveis a uma boa parte da população, digitalmente excluída. Mas acredito que eles jamais substituirão o bom e velho livro, que apreciamos tocar, cheirar, namorar. Uma tela de computador é muito impessoal. Um livro carrega consigo toda uma história.

O Livreiro: tem algum livro de cabeceira?

São três, escritos por um autor esotérico chamado Nei Naiff. Um de runas, um de tarô e outro sobre I-Ching, para consultas rápidas de mensagens que ajudam a inspirar e refletir sobre o dia-a-dia. Embora não seja religioso, gosto do teor dos livros. Também estou lendo três obras no momento: Um mundo perfeito, do escritor estreante Leonardo Brum, com quem iniciei recentemente amizade virtual para troca de ideias; Amanhecer, da Stephenie Meyer, para decifrar o porquê de tanto sucesso por trás da saga, que não gosto muito; e Sombras da Noite, de Stephen King. Adoro contos de horror e mistério, ainda mais escritos por um mestre no assunto.

O Livreiro: que livros você recomendaria aos leitores do site?

Nessa vida, as pessoas não devem morrer sem antes ter lido O pequeno príncipe, do Saint-Exupéry (primeiro livro que ganhei, aos 8 anos), Revolução dos bichos e 1984, de George Orwell, O Senhor das Moscas, de William Golding e Cartas a um jovem poeta, de Rainer Maria Rilke. Todos obras sublimes e  indispensáveis. O último, especialmente para quem deseja ser escritor.

O Livreiro: conte mais sobre o livro que você diz estar escrevendo. Sobre o que é? Você tem planos de publicá-lo?

O livro que escrevo é o primeiro de uma série, dedicado às crianças, jovens e adultos. Conta a história de pessoas de várias nacionalidades, credos, cores de pele, religiões, orientações sexuais que se unem para lutar contra um inimigo em comum, disposto a destruir a humanidade. No processo, terão que conviver com suas diferenças e com muitas situações inusitadas. Não sei se chegarei a publicar. Ainda preciso levantar capital e a única editora decente aqui em meu estado prioriza apenas livros com temáticas amazônicas, uma coisa bem provinciana. Minha obra ultrapassa as fronteiras brasileiras. É um projeto bem ambicioso e espero conseguir concretizá-lo.

O Livreiro: você deve colecionar histórias curiosas envolvendo a leitura. Pode contar alguma?

No momento, lembro de duas. Fui a primeira pessoa da minha família, aos 8 anos, a descobrir o que era um ornitorrinco, para o espanto dos demais, que o viram pela primeira vez pela TV. Lembro que minha mãe me perguntou de onde eu conhecia esse bicho e eu disse que tinha lido a respeito em um livro de Ciências. Numa seleção de emprego para a Petrobrás, em 93, quando eu e mais nove candidatos visitamos a base petrolífera de Urucu, fui o único que soube falar sobre o Proálcool, na maior inocência. O homem responsável pela seleção me perguntou onde eu tinha ouvido falar disso e eu disse que tinha lido em um livro da coleção Vaga-Lume, o Açúcar Amargo, do Luiz Puntel, que narra a vida sofrida de uma família de bóias-frias. Claro que ganhei o emprego, aos 17 anos!

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