Posts para tag ‘Cristovão Tezza’

Começa hoje a ‘Balada literária’, na Vila Madalena

Postado por Julio Honaiser em 19 de novembro, às 12:11  |  Comentário (1)
João Silvério Trevisan: escritor homenageado da Balada literária.

João Silvério Trevisan: escritor homenageado da Balada Literária.

Um evento literário que tem como DNA a mistura de livros e boemia. Tudo muito festivo e sem um pingo de frescura. É assim que o pernambucano Marcelino Freire define a Balada Literária, festa cult que começou pequenininha em 2006 nos limites dos bares da Vila Madalena e hoje, em sua quarta edição, ganhou proporções mais robustas. O evento, que começa hoje e vai até o próximo domingo (22), tem o apoio da Livraria da Vila, da Biblioteca Alceu Amoroso Lima e do Sesc Pinheiros, que emprestam seus espaços para shows e debates com os cerca de 80 escritores convidados. (mais…)

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Assassinos, antropólogos, monstros e cineastas

Postado por Douglas Duarte em 7 de novembro, às 12:43  |  Comentários (3)

Quer saber o que saiu nos jornais sobre livros? Conte com a nossa Resenha das resenhas. As atualizações seguem por todo o fim de semana.

O Globo

O Prosa & Verso dedica sua páginas ao antropólogo Claude Lévi-Strauss, morto essa semana aos 100 anos, como já falamos. Um dos pais do estruturalismo, o francês tem seu legado analisado e, pode-se dizer, desconstruído: fala-se do bloco estruturalista que formava com Jaques Lacan, Roland Barthes e Michel Foucault; seu prestígio tardio; sua obra; um emocionante encontro que teve semanas atrás com o indigenista francês Gilles de Catheu; e como vivem hoje os nambiquaras, índios brasileiros que foram a pedra de toque de Tristes trópicos, uma de suas obras mais conhecidas. Tudo, infelizmente, fechado para quem não é assinante do jornal. Em seu blog, o Prosa às vezes posta textos da edição em papel.

O Segundo Caderno estampa em seu frontispício um Robem Fonseca macambúzio para falar do lançamento de O seminarista e a reedição de sua obra pela Agir, depois de uma tumultuosa saída da Companhia das Letras. Você já leu sobre ambos aqui no Livreiro. No papel, lê-se uma resenha positiva do colunista José Castello. No blog do Prosa, uma crítica elogiosa de Vera Lúcia Follain de Figueiredo, autora o livro Os crimes do texto. (mais…)

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Malandros, o livro após ‘O leitor’ e Amós Oz

Postado por O Livreiro em 24 de outubro, às 12:14  |  Sem comentários

Nomes consagrados da literatura, temas recorrentes nos livros, novidades, lançamentos, tendências do mercado editorial. O que saiu nos cadernos culturais de quatro dos principais jornais brasileiros no fim de semana sobre esses assuntos está aqui. Aproveitem.

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Livro de Ferréz corre risco de censura por palavrão

Postado por Julio Honaiser em 30 de setembro, às 17:28  |  Sem comentários
Ferréz: palavrão pra mim é fome, corrupção e hipocrisia. (Foto: Divulgação)

Ferréz: "palavrão pra mim é fome, corrupção e hipocrisia". (Foto: Divulgação)

Um fragmento da obra literária Capão Pecado, do escritor paulista Ferréz, levantou polêmica entre professores e pais de alunos do 8º e 9º anos do Projeto de Aceleração da Aprendizagem de Minas Gerais. O material didático usado pelos estudantes – o livro Viver, aprender unificado – inclui um trecho do 15º capítulo de Capão, com alguns palavrões e “expressões chulas”, usadas para descrever a rotina de personagens que vivem na periferia de São Paulo. A notícia é do jornal mineiro O Tempo.

O livro corre o risco de ser banido, pelo menos se depender de professores como Henrique Nunes Paixão, que tratou de tirá-lo de suas aulas antes que recebesse qualquer reclamação, e do presidente da associação de pais, Mário de Assis, que vai enviar um oficio ao governador Aécio Neves. (mais…)

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Papel, Vigo, Handke e Paulo Rodrigues

Postado por Douglas Duarte em 26 de setembro, às 10:58  |  Comentário (1)

Quer saber das últimas novidades sobre livros mas não quer deixar de lado aquele romance bacana que você descobriu semana passada vasculhar os jornais? Conte com O Livreiro para resumir o que interessa a um leitor nos quatro principais jornais do Brasil nesse fim de semana.

Prosa & Verso

Uma enorme página branca, com aquela textura rugosa de papel jornal e charmosas manchinhas de tinta (não intencionais) abrem a bela edição do caderno literário de O Globo dedicada ao Papel do papel, título que boia no meio da página com autoridade insuspeita. Dentro do caderno, diversos artigos destrincham as vidas passadas do papel e suas próximas encarnações. Temas esperados, como uma contestação de sua morte e assuntos como o livro eletrônico, dão as caras (como fugir deles?), mas livres dos clichês e ranços comuns da discussão. (mais…)

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Cristovão Tezza ganha Zaffari & Bourbon

Postado por Douglas Duarte em 3 de setembro, às 12:21  |  Sem comentários

Tezza: mais um prêmio para O filho eterno. (Foto: O Globo)

O escritor Cristovão Tezza foi o vencedor da sexta edição do prêmio Zaffari & Bourbon, da 13ª Jornada de Leitura de Passo Fundo, como informa o jornal Zero Hora. O amigo de O Livreiro ganha, portanto, o prêmio de R$ 100 mil pelo romance O filho eterno, que será entregue no dia 26 de outubro.

A obra foi considerada o melhor romance de língua portuguesa publicado entre junho de 2007 e maio de 2009. Anteriormente, o livro de Tezza havia recebido vários prêmios, entre eles o Portugal Telecom, o Prêmio São Paulo de Literatura, o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Jabuti. (mais…)

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Queda do muro, Israel e samba

Postado por O Livreiro em 29 de agosto, às 16:45  |  Sem comentários
(Estate of André Kertész/Higher Pictures/Divulgação)

(Estate of André Kertész/Higher Pictures/Divulgação)

Fim de semana é o momento de ler sobre as novidades literárias. O Livreiro ajuda você a navegar o mar de links, críticas e artigos nos cadernos literários e revistas do Brasil. As atualizações seguem ao longo do fim de semana inteiro. (mais…)

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Reciclando os clássicos

Postado por O Livreiro em 18 de agosto, às 15:36  |  Sem comentários

Paris é uma festa, de Ernest Hemingway, volta às livrarias com edições e acréscimos do neto do homem. O vale da morte, aventura final de Sherlock Holmes, é republicada com capa de livrinho pulp dos anos 50 e assinada por “AC Doyle”. Razão e sensibilidade, de Jane Austen, agora vem com uma horda de zumbis assassinos. Fahrenheit 451, novela em que Ray Bradbury anunciava um futuro sem livros, sairá de novo – em quadrinhos. Vivemos a era da reciclagem literária.

Há, contudo, uma divisão clara entre umas e outras versões. Alguns projetos são movidos pela fidelidade ao original, quase uma homenagem ao gênio do autor. É caso de Paris, de Hemingway, mas também de Iniciantes, de Raymond Carver, e da versão integral de On the road, de Jack Kerouac. No caso de Carver, as novas edições tentam retirar a mão do editor Gordon Lish sobre o trabalho, como esmiuçado por Cristóvão Tezza, na Veja, e por Ronaldo Bressane, no Estadão. No caso de Hemingway, há bastante gente torcendo o nariz para o projeto.

Outros projetos buscam dar cara nova e rentável a romances que de outra forma, seriam considerados clássicos “demais”. É o caso do “novo” Sherlock (mudou-se a capa), da nova edição em graphic novel de Caçador de andróides (a família de Philip K. Dick exigiu que se mentivesse o texto integral), da nova edição de Fahrenheit 451 (livro e filme que já discutimos) e mesmo das adaptações para os quadrinhos de clássicos brasileiros como O Alienista, de Machado de Assis, e Jubiabá, de Jorge Amado. Em todos os casos, os originais são tidos como referência e vistos com reverência.

Mas o que dizer do último grupo? São projetos que viram de ponta-a-cabeça obras conhecidas e admiradas. No novo Razão e sensibilidade, as irmãs Bennett praticam artes marciais entre um e outro flerte. Igual polêmica envolve um romance baseado no Apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger. O autor conseguiu embargar a publicação do romance derivado, mas rapidamente o assunto se transformou numa bandeira pela liberdade de expressão nos EUA.

O New York Times publicou no fim de semana um sensato artigo a respeito dessas adaptações. O argumento é simples: alguns desses trabalhos fazem parte do nosso “mobiliário criativo”. Em outras palavras, resistem a algumas mudanças. Irreverência é diferente de desrespeito, afinal. Tal apropriação já deu resultados divertidos, como a já clássica versão dos Trapalhões para O auto da compadecida (veja abaixo), mas será que gostaríamos de ver O guarani de José de Alencar lutando kung-fu ou um Dom Casmurro entrecortado à Quentin Tarantino, terminando num violento tiroteio movido pelos ciúmes?

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As mil faces do pai

Postado por O Livreiro em 9 de agosto, às 17:31  |  Sem comentários

Junto com o segundo domingo de agosto, chegam as indicações de livro para dar para os pais de todos os tipos. Porém, os pais não servem apenas para receber presentes no seu dia. Eles são usados por escritores como uma espécie de musa inspiradora, seja na lembrança dos responsáveis por suas existências ou descrevendo a relação com os filhos.

O resultado pode ser uma exposição quase biográfica dos conflitos familiares, como explica o Nobel José Saramago sobre a obra do tcheco Franz Kafka. “O antagonismo nunca superado que opôs o pai ao filho e o filho ao pai é o que constitui a trave mestra de toda a obra kafkiana”, argumenta Saramago em seu blog em um post com direito à continuação.

Também retratando um confronto pai-filho, numa espécie de releitura da parábola bíblica do retorno do filho pródigo, Raduan Nassar escreveu o hoje superpremiado Lavoura arcaica, levado para o cinema pelo diretor Luis Fernando Carvalho, em uma adaptação elogiadíssima.

Igualmente turbulento, O filho eterno, de Cristovão Tezza, amigo de O Livreiro, mostra a mudança de comportamento de um pai cujo filho tem síndrome de Down, da rejeição ao amor. O escritor Sérgio Rodrigues comenta o livro afirmando que há interesse no “acerto de contas do escritor com seu filho – ou, melhor dizendo, consigo mesmo no papel de pai desse filho”, e lembra que Tezza também tem um filho com a síndrome, mas rejeita qualquer traço autobiográfico na obra.

Mostrando por quais percalços um pai passaria pelo filho, a fábula As aventuras de Pinóquio, de Carlo Collodi, conta a famosa história do menino de madeira que, ao mentir, o nariz crescia. Mas ninguém consegue se esquecer de Gepeto, que se perde e acaba engolido por um tubarão (ou uma baleia dependendo da versão) para encontrar o filho. Uma espécie de síntese do sentimento paterno.

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Zaffari & Bourbon: Tezza, Levy e Brito são finalistas

Postado por O Livreiro em 6 de agosto, às 16:47  |  Sem comentários

Três amigos de O Livreiro estão entre os dez finalistas da sexta edição do prêmio Zaffari & Bourbon da 13ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, como informa o Prosa Online. Tatiana Salem Levy, Ronaldo Correia de Brito (que ganhou no dia 3 o Prêmio São Paulo de Literatura) e Cristovão Tezza concorrem respectivamente com A chave de casa, Galiléia e O filho eterno ao prêmio de R$100 mil, que será anunciado no dia 3 de setembro. A Jornada começa no dia 26 de outubro com a entrega da premiação.

Publicado em 2007, A chave de casa venceu o Prêmio São Paulo de Literatura na categoria estreante e foi finalista do Jabuti de 2008. Na trama de traços biográficos, a protagonista, neta de judeus da Turquia e filha de comunistas brasileiros, reconstrói as origens de sua família através de uma narrativa que combina elementos ficcionais e memórias. Essa ausência de fronteiras foi tema da mesa de Tatiana na última Flip e de uma entrevista à Folha de S. Paulo, onde também se pode ler trechos de seu livro. Numa leitura interessante, o Vacatussa reflete sobre a feminilidade de seu texto.

Galiléia, por sua vez, mostra um olhar urbano sobre o sertão “interior” dos personagens, como Brito explica nesse artigo para o Terra Magazine. O romance, cujo primeiro capítulo pode ser lido no Prosa Online, conta a trajetória de três primos que escapam da Fazenda Galiléia no sertão do Ceará pensando em jamais voltar. Vão viver na cidade, mas jamais pertencem a um lugar. Leia a resenha de Joca Terron para Bravo!, destacando a posição de Brito de voltar-se para o interior do Brasil em sua obra, ao contrário da maioria dos escritores nacionais de hoje.

Francamente autobiográfico, O filho eterno reconstitui o relacionamento de um escritor com seu filho portador da Síndrome de Down,  algo como um “acerto de contas”, como classifica Sérgio Rodrigues no Todoprosa, onde também se pode ler o quarto capítulo da obra.  Com um foco obsessivo nas percepções do pai, a narrativa explora os sentimentos mais mesquinhos desse alter-ego de Tezza: a vergonha, o ressentimento que ele tantas vezes nutre em relação ao filho, e até o consolo que encontra fantasiando a morte da criança. Uma “versão exacerbada” do autor, como ele mesmo define em matéria da Veja.

Entre outros, também concorrem ao prêmio o Nobel português José Saramago, com A viagem do elefante, João Gilberto Noll, com Acenos e afagos, Silviano Santiago, com Heranças, Chico Buarque, com Leite derramado, tema de nosso Clube do Livro corrente.

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