Posts para tag ‘Chico Buarque’

O trabalho dos ghostwriters

Postado por O Livreiro em 4 de junho, às 13:44  |  Comentários (5)

Por Bruno Ondei*

ghost writer

Pierce Brosnan e Ewan McGregor em cena do filme "O Escritor Fantasma"

Apesar de dirigido por um diretor cercado por histórias bastante sinistras, não se engane, caro leitor. O suspense “O Escritor Fantasma” não é um filme sobre um fantasma dado às letras ou uma biografia do médium Chico Xavier.

O longa comandado por Roman Polanski e estrelado por Ewan McGregor conta a história de um “ghostwriter” contratado para escrever a biografia do ex-Primeiro Ministro inglês (Pierce Brosnan). Então vamos aprender o que é um ghostwriter?

Vamos. (mais…)

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Essa década, esse ano e aquele Tolstói

Postado por O Livreiro em 28 de dezembro, às 15:49  |  Comentários (3)

Segue mais uma Resenha das resenhas com o que se falou sobre livros no fim de semana nos principais jornais. Por motivo de força maior, o Jornal do Brasil ficara excepcionalmente de fora da seleta. Em 2010 voltamos à carga. Avante, caminhante!

O Globo

O Prosa & Verso abre seu sábado nomeando quais, segundo bons críticos, foram os dez livros mais importantes dessa década que – eles se apressam em admitir – sequer acabou. Os tais anos 00. Como era de se esperar, poucas surpresas. Nos últimos dez anos obviamente se publicou muito mais de dez livros admiráveis. E os nomes inescapáveis sem dúvida estão lá: os amigos de O Livreiro Milton Hatoum e Cristovão Tezza, além de João Gilberto Noll, Sérgio Sant’Anna, Bernardo Carvalho e Luiz Ruffato. E se é possível dizer que talvez outros pudessem completar a lista dos dez mais, seria tolo achar que livros de Chico Buarque, Armando Freitas Filho, Francisco Alvim e Ana Maria Gonçalves não merecessem acenos e afagos. Enquanto não se encarar o esforço como uma lista de se ir a mercearia, mas como um ponto de partida, toda lista é ótima. (mais…)

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Ingo Schulze, Habermas e Agualusa

Postado por Julio Honaiser em 7 de dezembro, às 13:02  |  Sem comentários

Não quer ficar de fora das conversas sobre o que saiu de novo no mundo editorial esta semana? Então faça logo o dever de casa, que começa com a Resenha das resenhas que a equipe de O Livreiro preparou, juntando os destaques do mundo dos livros que foram notícia em quatro dos principais jornais do Brasil. Boa leitura!

O Globo

Uma das principais figuras do debate político do pós-Guerra, o filósofo alemão Jürgen Habermas completou 80 anos em 2009. E o suplemento Prosa & Verso deste sábado aproveita a data para mostrar como a Alemanha está celebrando a obra de Habermas, cujo nome está ligado ao Instituto para Pesquisa Social, berço da Escola de Frankfurt. O caderno traz uma entrevista com o filósofo Ludwig Von Friedeburg, que assumiu a direção do instituto após a morte de Adorno, em 1969. O suplemento traz, ainda, artigos do professor de Filosofia do Direito da UFRJ José Eisenberg e do professor de Filosofia da Uerj Luiz Bernardo Leite Araújo sobre a obra de Habermas. (mais…)

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Os fantasmas dos livros

Postado por Julio Honaiser em 2 de novembro, às 11:44  |  Comentários (4)

Fantasmas e mortos-vivos costumam ser imagens que nos remetem a situações no mínimo de suspense intenso. Mas o calafrio ou a sensação de que não estamos sozinhos pode acabar rendendo boas histórias e grandes livros. Muitos escritores de quilate como Jorge Amado e Érico Verissimo tomaram a ideia de personagens póstumos para ser o fio condutor de histórias envolventes, que nem sempre descambam para o aspecto aterrorizante mais comumente visto. No Dia de Finados, O Livreiro preparou uma seleção de títulos que giram em torno do universo dos mortos – de livros publicados postumamente a obras psicografadas (!). (mais…)

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Lo que los libreros estan lendo?

Postado por Julio Honaiser em 30 de outubro, às 14:18  |  Sem comentários

 

Los libreros nos dicen lo que estan lendo ahora. (Foto: Divulgacion)

Los libreros nos dicen lo que estan lendo ahora. (Foto: Divulgacion)

Del clássico al pop, sin nenhum tipo de preconceito. Em el Dia Nacional do Livro, El Librero bancou lo amigo curioso e quis saber, em el Twitter, lo que nuestros seguidores estan lendo ahora. La curiosidad, em el fin de las cuentas, acabou se revelando um certo orgulho. Porque hay de tudo em las prateleras (ou seria em el e-reader, para los mas apressaditos?). (mais…)

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Autobiografias, oficinas literárias e Chico Buarque

Postado por O Livreiro em 10 de outubro, às 12:15  |  Comentário (1)

Para se manter informado sobre quais são os últimos lançamentos editoriais e quais assuntos estão em pauta no mundo dos livros basta acompanhar a nossa resenha das resenhas, que todo o fim de semana atualiza os membros do Livreiro sobre o que saiu nos cadernos especializados de quatro dos principais jornais brasileiros: dois de São Paulo e dois do Rio.

(mais…)

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Dez anos sem João Cabral de Melo Neto

Postado por O Livreiro em 9 de outubro, às 15:31  |  Sem comentários

João Cabral de Melo Neto: arquiteto da poesia (Foto: Carlo Wreder/Divulgação)

João Cabral de Melo Neto: arquiteto da poesia (Foto: Carlo Wreder/Divulgação)

“O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias”.

Bastaria este trecho de Morte e Vida Severina para compreender que estamos diante de uma obra poética que prima pelo apuro da forma. Publicado pela primeira vez em 1956, é o livro mais popular e social de João Cabral de Melo Neto, ao retratar a fuga da seca de retirantes que seguem o curso do rio Capibaribe personificada na imagem de Severino, homem humilde, à mercê da seca implacável do Nordeste. E como os mestres não devem ser esquecidos, O Livreiro lembra, neste dia 09, dos dez anos de morte do poeta. Em vez de fazer uma exposição de sua vida e obra, a ideia é ajudar o internauta com dicas para entendê-lo na visão de quem o admira. (mais…)

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Thalita Rebouças e as adaptações na terrinha

Postado por Helena Aragao em 6 de outubro, às 16:34  |  Comentários (4)
Portugal_thalita

"Nem sei se a pessoa ainda está bem, se piorou de novo, se morreu... Mas a frase continua lá. Promessa? Ou só a brincadeira de um gaiato com as sobras de uma reforma? Taí o maior mistério de Lisboa."

Em Portugal para lançar Fala sério, professor! , Thalita Rebouças tem usado as ferramentas da internet para tratar daquele tema inevitável que brasileiros adoram explorar quando vão à terrinha: a diferença de linguagem. Mas, apesar de descrever as situações com humor, como não poderia deixar de ser e pode-se ver na legenda da foto acima, a escritora vai além da simples “piada de português”. No post mais recente do seu blog, ela reflete sobre as diferenças culturais que geram as peculiaridades de linguagem. Ou seria o contrário? (mais…)

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Book Seer – o site que indica o próximo livro

Postado por O Livreiro em 21 de agosto, às 17:44  |  Comentário (1)

A ideia é ótima: um site que sugere que livro começar quando o que você está lendo acabar. A interface é funcional e elegante. A questão é o conhecimento em que o Book Seer (que poderia ser traduzido como… livreiro) se baseia para sugerir ao leitor o próximo livro.

É um site anglófono, logo as expectativas de O Livreiro são modestas. Por maior que sejam Guimarães Rosa e Fernando Pessoa, entende-se que um site não pode conhecer a fundo os detalhes da tradição literária de tantos países no mundo. Tendo isso em mente, decidimos fazer um test-drive paciente e contemplativo, como cabe a um bom brasileiro cordial. Adiante, alguns resultados.

Dom Casmurro – Descontando as diversas indicações de outros livros daquele que às vezes aparece aqui como Joachim Maria Machado de Assis (o que seria básico), encontramos uma seleção superficial da literatura brasileira clássica: Iracema, de José de Alencar, O triste fim de Policarpo Quaresma, de Afonso Henriques de Lima Barreto, e O Cortiço, de Álvares de… Azeredo. Machado deve ter estranhado a presença de Dona flor e seus dois maridos, de Jorge Amado, Uma janela em Copacabana, de Luiz Alfredo García-Roza e Macunaíma, de Mário de Andrade. Mas ainda não entende como podem ter ligado sua obra mais conhecida ao Tigre branco de Aravind Vinga, aos Homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larson e, a despeito de toda simpatia que possa sentir pelo moço, a Sonhos de meu pai, do presidente americano Barack Obama. Ficou todo orgulhoso, contudo, de ser lembrado junto a 2666, do chileno Roberto Bolaño. Mais por admiração que por afinidade.

1808 – A busca pelo livro de Laurentino Gomes trouxe diversas obras de caráter histórico, indicando que o site, como bom gringo em terra estrangeira, consegue entender números: Náufragos, traficantes e degredados: As primeiras expedições ao Brasil, 1500-1531 (Eduardo Bueno), D. Pedro II (José Murilo De Carvalho), Mauá: empresário do Império (Jorge Caldeira) e A Escrava Isaura (Bernardo Guimarães). Mas que diabos fazem Nelson Rodrigues e seu A cabra vadia vagando por aqui?

Mãos de cavalo – o romance de estreia de Daniel Galera gerou quase os mesmos resultados de Dom Casmurro. Mister Seer pensa que nos engana. Surpreendentemente, a diferença ficou por conta de Dedo negro com unha, de Daniel Pellizzari, que aparece aqui apenas como “Somebody”. Bem informado, ainda que com má memória para nomes.

Dois irmãos – O livro de Milton Hatoum leva diversos outros seus e a Budapeste, de Chico Buarque (esses dois andam unha e carne ultimamente). Aparecem Amar se aprende amando, de Drummond, e as 101 crônicas de Comédias da vida privada, de Luis Fernando Verissimo. E também um certo The Thackery T. Lambshead Pocket Guide to Eccentric and Discredited Diseases (”O guia de bolso Thackery T. Cabeça-de-ovelha de doenças excêntricas e desacreditadas”), de um certo Jeff Van der Meer, que parece ser um livro de humor. O Livreiro se abstém de comentar.

Morangos mofados – Caio Fernando Abreu quase não se conecta com os clássicos brasileiros, mas atrai 1933 foi um ano ruim, de John Fante (o que faz algum sentido), Feliz ano velho, de seu contemporâneo Marcelo Rubens Paiva, e Máquina de Pinball, de Clara Averbuck (também tratada com a frieza de um “Somebody” aqui). O penetra da festa: Domenico de Masi e seu Ócio criativo.

Vergonha dos pés – O Book Seer deveria sentir vergonha é da quantidade de resultados ligados ao livro de Fernanda Young: zero.

Grande sertão: veredas – O clássico de Guimarães Rosa não gerou qualquer resultado. Mister Seer, o que o senhor acharia se não soubéssemos o que é o Ulisses de James Joyce? Shame on you.

Resumindo: nosso colega livreiro americano é um ótimo amigo a se ter quando se quiser pular de Joyce para Virginia Woolf, ou de William Faulkner para Cormac McCarthy, mas não espere que ele lhe diga algo sobre literatura brasileira. Para alguns americanos, a capital do Brasil sempre será Buenos Aires.

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Zaffari & Bourbon: Tezza, Levy e Brito são finalistas

Postado por O Livreiro em 6 de agosto, às 16:47  |  Sem comentários

Três amigos de O Livreiro estão entre os dez finalistas da sexta edição do prêmio Zaffari & Bourbon da 13ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, como informa o Prosa Online. Tatiana Salem Levy, Ronaldo Correia de Brito (que ganhou no dia 3 o Prêmio São Paulo de Literatura) e Cristovão Tezza concorrem respectivamente com A chave de casa, Galiléia e O filho eterno ao prêmio de R$100 mil, que será anunciado no dia 3 de setembro. A Jornada começa no dia 26 de outubro com a entrega da premiação.

Publicado em 2007, A chave de casa venceu o Prêmio São Paulo de Literatura na categoria estreante e foi finalista do Jabuti de 2008. Na trama de traços biográficos, a protagonista, neta de judeus da Turquia e filha de comunistas brasileiros, reconstrói as origens de sua família através de uma narrativa que combina elementos ficcionais e memórias. Essa ausência de fronteiras foi tema da mesa de Tatiana na última Flip e de uma entrevista à Folha de S. Paulo, onde também se pode ler trechos de seu livro. Numa leitura interessante, o Vacatussa reflete sobre a feminilidade de seu texto.

Galiléia, por sua vez, mostra um olhar urbano sobre o sertão “interior” dos personagens, como Brito explica nesse artigo para o Terra Magazine. O romance, cujo primeiro capítulo pode ser lido no Prosa Online, conta a trajetória de três primos que escapam da Fazenda Galiléia no sertão do Ceará pensando em jamais voltar. Vão viver na cidade, mas jamais pertencem a um lugar. Leia a resenha de Joca Terron para Bravo!, destacando a posição de Brito de voltar-se para o interior do Brasil em sua obra, ao contrário da maioria dos escritores nacionais de hoje.

Francamente autobiográfico, O filho eterno reconstitui o relacionamento de um escritor com seu filho portador da Síndrome de Down,  algo como um “acerto de contas”, como classifica Sérgio Rodrigues no Todoprosa, onde também se pode ler o quarto capítulo da obra.  Com um foco obsessivo nas percepções do pai, a narrativa explora os sentimentos mais mesquinhos desse alter-ego de Tezza: a vergonha, o ressentimento que ele tantas vezes nutre em relação ao filho, e até o consolo que encontra fantasiando a morte da criança. Uma “versão exacerbada” do autor, como ele mesmo define em matéria da Veja.

Entre outros, também concorrem ao prêmio o Nobel português José Saramago, com A viagem do elefante, João Gilberto Noll, com Acenos e afagos, Silviano Santiago, com Heranças, Chico Buarque, com Leite derramado, tema de nosso Clube do Livro corrente.

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