
Bienal das multidões: Meg Cabot e sua legião de fãs. (Foto: Fábio Rossi/O Globo)
Numa tentativa de entender o mercado editorial brasileiro, um artigo de Lynn Andriani intitulado The other Amazon (A outra Amazônia), da Publishers Weekly, divulgado nesta segunda-feira (05), analisa o impacto da última Bienal do Livro do Rio para o mercado de livros nacional, que tem taxa baixa de leitura, comparável a países menores como Bolívia e Peru. Mas o artigo gringo não é de todo negativo. Pelo contrário. Vê a Bienal com olhar otimista – usando como exemplo a histeria que alguns escritores causaram nos corredores do evento, como Maurício de Souza, Pedro Bandeira e a estrangeira Meg Cabot.
Segundo o artigo, o maior conglomerado editorial brasileiro, o grupo Record, anunciou novos investimentos que vão duplicar a capacidade de produção nos próximos dois anos. A Câmara Brasileira do Livro (CBL), por sua vez, anunciou ao fim do evento, que o país publicou 13,3% mais livros em 2008 que em 2007.
Mas o curioso do artigo da PW está justamente na análise minuciosa, descritiva, que a jornalista faz da Bienal do Rio, atentando para aspectos prosaicos do evento no olhar de um nativo, mas aparentemente inusitados para uma visão estrangeira. As filas imensas de crianças de escolas e o tratamento de celebridade a que os escritores internacionais foram submetidos, com gritinhos de receptividade e flashes fotográficos por todos os lados, parecem uma realidade nova para Lynn Andriani. (mais…)