Arquivo para a categoria ‘Notícias’

García Márquez, Orwell, amor e terremotos

Postado por Douglas Duarte em 8 de março, às 15:21  |  Sem comentários

Segue nossa varredura do que saiu sobre livros nos maiores jornais. A partir dessa semana, começamos também a incluir o caderno Eu & Fim de semana, que sai às sextas no Valor Econômico.

O Globo

O diário carioca (todo fechado) dá capa à nova biografia de Gabriel García Márquez, que sai por aqui agora. Assinada pelo acadêmico inglês Gerald Martin, Gabriel García Márquez – uma vida é reputada como a melhor biografia já escrita sobre o autor de Cem anos de solidão (cabe notar que o mesmo foi dito a respeito da obra de Dasso Saldívar, lançada aqui anos atrás). Em entrevista, Martin fala de como o nobel passou a inventar histórias até mesmo sobre seu biógrafo. O que transparece é um ‘Gabo’ compulsivamente fabulador, inventando que Martin ficou na chuva por horas em Aracata para “sentir o clima da cidade”, por exemplo, ou construindo episódios inexistentes em sua autobiografia, Viver para contar. Alguma atenção é dada à amizade do colombiano com 0 ditador cubano Fidel Castro e seu fascínio pelo poder, seguindo uma tendência que parece ter sido iniciada com este texto da revista mexicana Letras Libres. O livro foi acusado de “pegar leve” sobre a amizade dos dois, e Martin não tem qualquer problema em admitir que realmente não vê análise política como uma de suas funções de biógrafo. (mais…)



Livros para todo tipo de mulher

Postado por Douglas Duarte em 8 de março, às 08:20  |  Comentários (5)
Mulheres blog

Maitena e suas criaturas: diversidade

O que significa o Dia Internacional da Mulher para você? É uma data em que as mulheres do mundo merecem ser cortejadas e celebradas? É um momento para reflexão sobre a evolução do papel da mulher na sociedade? É a hora de mostrar as injustiças do mundo com aquelas que são mães, trabalhadoras e esposas, tudo ao mesmo tempo agora?

Pode ser isso tudo. Pode ser também a hora de tentar entender o universo feminino, faça você parte dele ou não. E como a palavra universo já mostra, o espectro é complexo e amplo. Por isso, achamos que a melhor colaboração que poderíamos dar no dia de hoje seria mostrar o universo feminino em livros. O que as mulheres que estão escrevendo nos dias de hoje têm a dizer, quem são as autoras que tocam o coração do público feminino, mesmo que de formas bem diferentes.

Como sempre falamos quando fazemos listas por aqui, vale lembrar que toda seleção é arbitrária e não definitiva (por isso mesmo, fizemos questão de colocar em ordem alfabética, e não de preferência, afinal, são autoras tão diferentes que não seria o caso de fazer comparação). Assim, o espaço dos comentários está aberto para você complementar com as autoras que te fizeram falta. E, para completar a leitura, faça o quiz para descobrir com que escritora você se identifica, entre cinco que têm personalidade forte e são inesquecíveis. (mais…)



Cavalgada cultural leva livros a municípios brasileiros

Postado por Helena Aragao em 5 de março, às 11:58  |  Comentários (7)

cavalgada  simão pereira cedofeitas  caete  chacara 227Era uma vez um grupo de cavaleiros que saía pelas cidades de interior com livros no lombo dos cavalos. Sua missão era distribuir obras a crianças e adolescentes de municípios que, em geral, não têm livrarias nem bancas de jornal. Parece história de faz de conta, mas é realidade e está se consolidando como um projeto singular de incentivo à leitura. A Cavalgada Cultural – que este ano homenageia os 50 anos de Brasília – é realizada desde dos 2007 e, a cada ano, aumenta significativamente a quantidade de livros e cidades envolvidas. (mais…)



Eduardo Spohr: o autor de ‘A batalha do Apocalipse’

Postado por Ronaldo Pelli em 4 de março, às 16:21  |  Comentários (8)

Arte: Harald StrickerTalvez você não conheça Eduardo Spohr. Mas provavelmente o seu amigo nerd conhece.  A batalha do Apocalipse, sua obra que já vendeu mais de 4 mil exemplares – marca de deixar qualquer escritor iniciante salivando –  é o próximo livro a ser discutido no Clube do Livro, comandado pelo próprio Spohr, a partir de terça-feira (9). Essa vendagem, é bom ressaltar, foi alcançada só pelo site da sua editora, sem a ajuda de livrarias, de uma grande editora dando ajuda promocional ou de resenhas em jornais tradicionais. Spohr é cria da internet e da sua diversificação de gostos e proliferação de nichos. (mais…)



‘Fazendo meu filme’: A saga de Fani

Postado por Helena Aragao em 3 de março, às 12:15  |  Comentários (5)
Concurso cultural "Fazendo meu filme"

Cite um trecho ou diálogo de filme ou livro e explique por que ele é importante para você.

Adolescentes só se ferram: não bastasse estarem na fase mais instável de suas vidas, com tanta coisa diferente rolando e tantos altos e baixos, ainda são nivelados e vistos como puro estereótipo. Meninos arredios, cheios de espinhas, humor variável e interesse em vídeo-game/futebol/cinema e… mulher. Meninas tentando virar mulheres, espinhas disfarçadas, TPMs homéricas, interesse em compras/dieta/fofoca e… os Robert Pattinsons da vida. Aproxime-se de um (ou uma), para ver que o buraco é mais embaixo. Como a Fani, de Fazendo meu filme, livro que está virando saga, prestes a se tornar trilogia.

Fazendo meu filme é um livro que mostra os passos de uma adolescente dos dias de hoje, seguindo a tendência internacional apelidada de Chick Lit. A autora, Paula Pimenta, é uma mineira que não tem vergonha de se definir como mulherzinha. Fani, a personagem, é uma menina esperta e sonhadora que tenta fugir do tédio da rotina colégio/academia/shopping típica de uma garota de classe média de Belo Horizonte. Detesta as fúteis da turma, mantém um amor platônico por um professor, mudou de colégio recentemente e tenta se acostumar com os novos amigos. E, por falar em amizade, tem uma colorida no pedaço. Nada de original, né? Isso não é problema. Com esses ingredientes, Paula fez de Fazendo meu filme: a estreia de Fani, um livro bacana. Fofo, para usar o vocabulário da mulherada. (mais…)



Gols de letra: futebol e livros, tudo a ver

Postado por Douglas Duarte em 2 de março, às 17:43  |  Comentários (3)

globo-5j4n929zwdh1gp3389ym_originalParece que há uma barreira intransponível entre um futebolista gritando esbaforido no Maracanã, radinho ao ouvido, e uma pessoa lendo tranquilamente, não?

Na verdade, não. Ou, pelo menos, não devia ser assim. Numa prova de que letras e lances se entendem bem, diversos livros e um evento no Rio celebram o encontro das palavras com a maior paixão brasileira.

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Mônica, a dentuça: ícone da violência?

Postado por Douglas Duarte em 2 de março, às 13:18  |  Comentários (27)

Monica MonalisaUm debate se espalhou como fogo na internet. Em seu centro, um dos universos mais amados pelos leitores brasileiros: a Turma da Mônica. Meses atrás, acendeu-se uma polêmica com a possibilidade de uma personagem dos estúdios Maurício de Sousa ser gay. Agora, um extenso artigo de opinião no “Jornal de Debates” do site de crítica de mídia Observatório da Imprensa afirma, entre outras coisas, que as histórias da turma incentivam o uso de violência. Do artigo:

“Vai se tratar aqui dos personagens da Turma e, em especial, da relação desses personagens com a violência.

O principal deles é, claro, a própria Mônica. A garotinha tem uma característica: ela resolve as coisas na porrada. Tudo. Este é um elemento educativo complicado. Ao invés do diálogo, da negociação, apela-se para a violência. Quando está em apuros, é no braço, ou fazendo uso do seu coelhinho, que Mônica resolve. Moral da história: em situações de conflito, ganha o mais forte.”

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Mindlin: vai o homem, ficam as palavras

Postado por Douglas Duarte em 1 de março, às 13:35  |  Comentários (2)

O Globo/José Luis da ConceiçãoOntem morreu desses homens que fazem diferença: José Mindlin. Seguiu de perto o ditame de Jorge Luis Borges, para quem era mais importante ler que escrever (não à toa, tratamos de homenageá-lo em nome de todos os usuários do Livreiro, uma rede social que reúne justamente leitores): foi um leitor colossal, cuja fome de letras tomou corpo em uma biblioteca de mais de 40 mil volumes, colecionados desde os 13 anos e, numa coerência absoluta com a sua história, quase inteiramente doada ao público.

Sua morte, aos 95 anos, foi esmiuçada por toda a grande imprensa (Globo, Folha, Estado), assim como as reações de gente importante (que também podem ser lidas em Globo, Folha, Estado) – algo que poderia provocar um sorriso no homem que sempre se apresentou simplesmente como “José”. Mas é nos depoimentos pessoais de gente que o conheceu de perto e muitas vezes dividia sua paixão pelos livros que se tem ideia de sua estatura. (mais…)



Clássicos Abril nas bancas. Mas o que são clássicos?

Postado por Douglas Duarte em 25 de fevereiro, às 15:36  |  Comentários (7)

classicos novos 2Nessa sexta-feira a editora Abril lança com fanfarra – anúncio na TV, banners e alarido internetesco – a nova edição de sua coleção de clássicos. Veja aqui a lista. Como de costume, são anunciados como os maiores livros da literatura universal, em edições finamente encadernadas, com uma breve biografia do autor, como manda o figurino. Não é a primeira vez, claro, que essas coleções chegam à rua. E, da comparação entre elas, surge um fato interessante.

Teoricamente, um clássico é uma obra que desafia o passar do tempo. Nas palavras de Ítalo Calvino em seu Por que ler os clássicos: são livros que nunca terminam de dizer o que têm a dizer. “Quando começamos a preparar a campanha de lançamento, tentávamos explicar o que é um ‘clássico’, mas a verdade é que é muito difícil dizer o que torna um livro clássico e outro , não”, conta Isabella Marcatti, que coordena a coleção. (mais…)



Quem gosta de plágio?

Postado por Ronaldo Pelli em 23 de fevereiro, às 16:53  |  Comentários (8)
Jane Austen: no meio da polêmica

Jane Austen: no meio da polêmica

O assunto do dia, no meio literário, é o caso da tradutora e blogueira Denise Bottmann, do site Não Gosto de Plágio, que está sendo processada pela editora Landmark. No processo, a editora quer a retirada do ar do blog por causa de uma série de posts em que Denise apontaria casos de apropriação indevida de traduções alheias pela Landmark. Em outros termos: caso confirmada a questão, a Landmark pegou textos de uma tradução de Jane Austen para lançar uma obra exatamente igual.

A notícia foi dada em primeira mão pela própria Denise, é claro. Logo começou a se espalhar qual rastro de pólvora. Primeiro o blogueiro Alessandro Martins (e aqui no Google Buzz), que lembrou que o caso também afeta outra blogueira, Raquel Sallaberry Brião, além de ter publicado os posts (1, 2, 3, 4) em que Denise teria mostrado o plágio.

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