Adolescentes só se ferram: não bastasse estarem na fase mais instável de suas vidas, com tanta coisa diferente rolando e tantos altos e baixos, ainda são nivelados e vistos como puro estereótipo. Meninos arredios, cheios de espinhas, humor variável e interesse em vídeo-game/futebol/cinema e… mulher. Meninas tentando virar mulheres, espinhas disfarçadas, TPMs homéricas, interesse em compras/dieta/fofoca e… os Robert Pattinsons da vida. Aproxime-se de um (ou uma), para ver que o buraco é mais embaixo. Como a Fani, de Fazendo meu filme, livro que está virando saga, prestes a se tornar trilogia.
Fazendo meu filme é um livro que mostra os passos de uma adolescente dos dias de hoje, seguindo a tendência internacional apelidada de Chick Lit. A autora, Paula Pimenta, é uma mineira que não tem vergonha de se definir como mulherzinha. Fani, a personagem, é uma menina esperta e sonhadora que tenta fugir do tédio da rotina colégio/academia/shopping típica de uma garota de classe média de Belo Horizonte. Detesta as fúteis da turma, mantém um amor platônico por um professor, mudou de colégio recentemente e tenta se acostumar com os novos amigos. E, por falar em amizade, tem uma colorida no pedaço. Nada de original, né? Isso não é problema. Com esses ingredientes, Paula fez de Fazendo meu filme: a estreia de Fani, um livro bacana. Fofo, para usar o vocabulário da mulherada. (mais…)










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