“Qual a diferença entre um autor-defunto e um defunto-autor?” A pergunta, lançada todos os anos contra leitores iniciantes em escolas de todo o Brasil – e seguida muitas vezes de um vacilante silêncio – é um entre muitos exemplos de como um livro gostoso como Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, pode se tornar um suplício0. Uma novidade tem se firmado nesse cenário nos últimos anos: as versões em quadrinhos para clássicos da literatura, uma forma de tornar mais palatável para o público jovem obras de autores como Machado, Lima Barreto, José de Alencar, Manuel Antonio de Almeida, Lima Barreto e outros.
Mas antes de falar na possível solução, é bom pensar a respeito da natureza do problema. Um dos campeões de reclamações, em uma enquete informal e sem qualquer valor científico feita por este repórter, foi José de Alencar, mas também sobraram farpas para Machado, Jorge Amado e outros. Algumas respostas:
“Iracema é o pior livro da história! Lutei horrores contra o sono folheando as páginas que descreviam os lábios de mel… Jesus, que lixo!”
“Iracema. O livro mais chato EVER! Memórias póstumas de Brás Cubas eu nem terminei de ler. Helena…ai, a lista é infinita.”
“Achava todos uns chatos. Eu gostava mesmo da hora do recreio. Nenhum livro da época de escola me atraía.”
Atente, leitor: nenhuma das frases acima vem de gente que desgosta de livro. São tradutores, acadêmicos, jornalistas, escritoras, cineastas… gente que se orgulha das estantes que têm, que adora ler e às vezes vive disso. Se é gente que gosta de ler e se estamos falando de livros de valor literário inegável, o problema deve estar em algum lugar entre leitor e obra, certo?
Uma pista disso transparece em um comentário na comunidade dedicada ao escritor José Alencar aqui em O Livreiro. Diz o participante Eduardo Carrilho:
“Houve duas abordagens para o Senhora, na primeira vez, na escola, eu detestei, e li como se fosse um purgante. Já na segunda abordagem, com pouco mais de maturidade, até que gostei muito do livro e consegui fazer um paralelo com o meu cotidiano. Eu li O Guarani com um pouco mais de idade e por vontade própria (não foi forçado pela escola). Eu me lembro de conseguir ‘viajar’ lendo o livro e visualizar as paisagens e cenas que iam se passando enquanto eu lia. No final das contas, ficou uma impressão muito boa.”
Será que o problema não é a forma e o momento em que essas obras são apresentadas? Afinal, que se saiba, Machado não escrevia para o público infanto-juvenil, nem Alencar. É aí que entra, por um lado, o crescimento do uso da literatura contemporânea na sala de aula, mais atual e coloquial, e, do outro, os quadrinhos. Esses últimos ganharam força especialmente desde 2006.
Naquele ano, o Ministério da Educação começou a incluir o gênero nas listas de livros do Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE). Para se ter idéia, tiragens de quadrinhos e graphic novels no Brasil ficam entre três e cinco mil exemplares. Se um livro entra para o PNBE, imprime-se algo como 200, 300 mil exemplares.
Para as editoras, foi um ótimo negócio: boa parte do material que serve de base às adaptações está em domínio público – é gratuito. Para os quadrinistas, esse pessoal que geralmente tem problemas em fechar as contas no fim do mês, apareceu trabalho remunerado. Para o governo, uma iniciativa com cara moderna e democratizadora. E, na teoria, para os alunos também. Afinal, muita coisa boa foi produzida.
Duas das principais coleções são a da Ediouro/Agir/Desiderata, Grandes Clássicos em graphic novel, e a da Escala Educacional. A da Ediouro já nos legou uma ótima versão de O alienista, novela de Machado de Assis adaptada pelos prestigiosos gêmeos Fabio Moon e Gabriel Bá; e uma versão quadrinizada de O triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, com a assinatura de um dos monstros sagrados do quadrinho nacional, Edgar Vasques. Já a da Escala traz, em livros de preço mais acessível e direcionados primordialmente a estudantes, clássicos de Machado, Aluísio Azevedo, Lima Barreto e Manuel Antônio de Almeida, entre os nacionais, e nada menos que Cervantes e o dramaturgo russo Anton Tchekhov nos clássicos mundiais. A coleção brasileira da Escala começará a ser oferecida em troca de cupons do jornal carioca Extra ainda esse mês. E quem é membro de O Livreiro poderá ganhar a coleção completa antes de todo mundo, num concurso cultural que anunciaremos em breve. Veja a lista completa de títulos no blog Gibizada, de Télio Navega.
Ambas passam ao largo do tatibitati. A versão de O cortiço da Escala, assinada por Ronaldo Antonelli e Francisco Vilachã, por exemplo, é quase um thriller, com incêndios, brigas (entre homens e entre mulheres também), tiros e navalhadas. Não foi censurada sequer uma cena de amor entre Dona Isabel e a cocotte Leónie, coisa que coraria estudantes de décadas passadas, mas hoje é parte do dia a dia de qualquer adolescente urbano.
Diante de tudo isso, dá pra dizer que a coisa tem um lado ruim? Não exatamente ruim, mas há um risco. Falando sobre a nova edição de Policarpo da Agir, Paulo Ramos comenta, em seu Blog dos Quadrinhos:
“Houve sensíveis avanços na inclusão de quadrinhos na escola via governo federal. Isso não se discute. Mas alguém precisa lembrar às autoridades do Ministério da Educação que álbuns como este Triste fim de Policarpo Quaresma não são iguais à obra original, nem a substituem. Também não há ainda nada que comprove a premissa imaginária de que vá instigar a leitura do romance.”
Ramos, autor do livro Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula, tem um ponto: nem todas as adaptações deixam o gosto de “quero mais” que se sente ao fim da leitura do O cortiço de Antonelli e Vilachã ou do Alienista de Moon e Bá, que chegou a vencer um Jabuti.
O que você acha? Devíamos ler esses clássicos na escola? Os quadrinhos são um atalho para eles? Discuta abaixo e aproveite para conhecer nossa comunidade dedicada aos quadrinhos.
Algumas adaptações:
E alguns originais:
Este post e seus comentários podem conter opiniões que não refletem o ponto de vista do Livreiro.













Os clássicos podem ser lidos na escola, sim, em especial agora que há essa possibilidade. Acredito que se o estudante positivar a leitura dos mesmos por esse atalho haverá aqueles – os mais motivados – que se sentirão impulsionados para retornar à obra original, até mesmo para comparar, visando à complementação de sua leitura, tornando-se, possivelmente, exímios leitores. É como um filme adaptado de um clássico, que após ganhar as telas desperta nossa curiosidade à investigação da obra. Toda experiência pode ser válida e, como tal, nada se perde em colocá-la na prática para se saber realmente dos ganhos que poderão ser obtidos. Instigar o jovem à leitura é um papel fundamental do professor nas escolas, e há meios muito simples de se fazer isso. Como educadora que sou, utilizo-me de vários recursos para despertar neles o prazer pela leitura.
Confesso que na escola também achei vários clássicos chatos, mas de outros adorei! Senhora por exemplo gostei bastante. Minha professora costumava pedir trabalhos super divertidos das obras, acho que foi isso. Para Senhora fizemos um filme, para outro um colega fez uma história em quadrinho (olha que interessante e isso foi 12 anos atrás hein…). Acho que ler os livros no original é super interessante, mas porque não começar este contato de outra forma? Partindo de um filme, um quadrinho, um desenho animado, um teatro, para depois chegar no livro?
Concordo. Teve diversos livros que custaram para conseguir ler, mas diversos outros li com prazer, e “Senhora” com certeza foi o que mais gostei. Li mais de uma vez na época e tantas outras depois, é um livro fantástico e ter lido aos 13 anos não diminuiu meu prazer, apenas passou uma diferente mensagem.
Acho que o que mais dificulta a leitura dessas obras (além de concordar que não foram escritas exatamente para o público infanto-juvenil) é a diferença do português empregado. Nesse aspecto, acho que quadrinhos bem feitos podem auxiliar e muito a leitura das obras, já que facilitariam o entendimento quando na faixa de 12 a 15 anos. Gostar de uma história sempre nos incentiva a ler outras obras do mesmo autor.
“O Alienista” do Bá e Moon foi uma das melhores Graphic Novels que já li, e incluo nessa lista “Watchmen”, “A Piada Mortal”, “Umbigo sem Fundo” e “Umbrella Academy”.
Aos 7 anos ja lia Jorge Amado, por vontade própria, mas achava tão chato que mal completava 1 livro. Grande incentivo que tive de minha tia\madrinha que é professora de literatura e da Turma da Mônica que lia desde que aprendi a juntar sílabas.
Se os quadrinhos não incentivam a ler, eu não sei o que incentiva, já que o recurso visual é o que mais chama a atenção dos iniciantes da leitura. O que eu sei é que eu adoro ler, mas quando se tratava de um livro da escola eu adiava até o ultimo minuto, quando não pegava o resumo só pra fazer a prova.
Se no meu 2º ano, houvesse uma prova sobre a Graphic Novel de “O Alienista”, “Memórias Póstumas” ou “O Pagador de Promessa” em vez de seus romances intermináveis ninguém, ou quase, pegaria o resumo.
Adorei “Memórias de um sargento de milícias”, lembro de rir muito lendo a história e de me deliciar com a linguagem do Manuel Antonio de Almeida. Gostaria de fazer o caminho inverso do proposto aqui: ler depois em quadrinhos, para sentir como o apelo visual faz diferença.
Olá, na minha opinião os quadrinhos vêm somar e complementar os clássicos, mas não substituí-los. Queria apenas comentar duas coisas:
- Não só clássicos da literatura brasileira são encontrados nos quadrinhos, recentemente vi numa prateleira um álbum com contos infantis (não lembro se grimm ou esopo) recontados por quadrinistas brasileiros.
- E considerando os quadrinhos como arte, além dos clássicos em quadrinhos também deverão se pensar nos quadrinhos clássicos num futuro próximo.
Abraços,
Eduardo
eu queria muito participar
Achei essa idéia o Máximo! Veio a Calhar… sou estudante e irei fazer uma Prova de Leitura e o livro que tenho que ler é: O TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA. Embora já em mãos! Irei concerteza garantir o meu quadrinhos… Pena que não através do Olivreiro! Mais Parabéns essa foi uma boa notícia, assim quem sabe com essa iniciativa do JORNAL EXTRA. Incentive os jovens a leitura!
Beijo Grande a todos
keity
Não li nenhum ainda
Sou professora de língua portuguesa e através da minha divulgação, após receber esses livros, os alunos vão se interessar muito pelos os mesmos. Então preciso ganhá-los!
RELEITURA DO LIVRO “O ALIENISTA”
Por BENIGNO DIAS
Tudo se passou nas minas da Chapada Diamantina, mais precisamente em Seixo, na segunda metade do século XIX. Ali havia um homem megalomaníaco (com mania de grandeza) Bugio Espingarda ou O Alheado, cuja esposa era a senhora Plutarca. Esta, tão vaidosa quanto o marido.
À medida que o tempo passava, o senhor O Alheado ia revelando a sua obsessão descontrolada por metais preciosos, a famosa febre do ouro. Tamanha era a sua ambição por ouro, ao ponto de um dia estabelecer uma regra em sua casa:
-Doravante, em nossos colóquios, vamos dar preferência a palavras cujo sufixo seja OURO. Por exemplo: em vez de pele, fala-se couro; no lugar de zebu, diz-se touro; para se designar amarelo, usa-se louro etc.
Até a sua cadelinha ele a apelidou de QUE LATE, somente porque esta expressão soa quase igual à unidade que serve para medir uma porção de ouro, QUILATE, equivalendo à cerca de 200 miligramas.
Autodidata, O Alheado dominava bem o tupi-guarani, grego, latim e francês. Certa ocasião, enquanto lia um livro de Contos de Reis, descobriu que em um tempo muito remoto existiu um rei grego, o qual tinha o poder de transformar em ouro tudo que por ele fosse tocado, tratava-se de Midas.
Plutarca, Plutarca, eureca, eureca (achei, achei)!
O que Alheado, o quê?!
O santo do ouro, Midas! E é ele quem a partir de agora nós vamos adorar em família!
Prontamente, Bugio Espingarda mandou esculpir uma estátua colossal de Midas e a pintou de amarelo.
Numa dada oportunidade, durante a adoração a Midas, O Alheado teve a visão de uma mina de ouro muito abundante, lá na Chapada Diamantina, era Seixo, o cenário onde se deu este episódio.
De imediato, Bugio Espingarda correu para a igreja, onde começou a fazer os sinos badalarem. Foi um instante, enquanto toda a comunidade seixense sentiu-se atraída para saber o porquê daquele chamamento. Sitiado pela multidão, O Alheado subiu na torre da igreja e anunciou em voz alta:
-Atenção, mulheres desta vila, quero-lhes comunicar que, de hoje em diante, seus esposos terão garantido o ganha-pão: todos serão meus mineiros (garimpeiros)!
Do meio daquele ror, levantou-se um grito:
-Patrão, e quanto será uma diária?
Respondeu O Alheado:
-Um conto de réis!
Ouvindo aquilo, alguns gaiatos gritaram em coro:
-Conto de Réis ou Conto de Vigário?!
-Conto de Réis ou Conto de Vigário?!
-Conto de Réis ou Conto de Vigário?!
De dentro da capela, o padre Agnélio ouvia tudo. Ofendido, o sacerdote excomungou os manifestantes e os proibiu de integrar à tropa de Bugio Espingarda.
Mas, ao fim de tudo, a maioria acabou seguindo Bugio Espingarda rumo ao seu Eldorado. Somavam mais de 500 peões.
Àquelas alturas, Dona Plutarca, como toda mulher presunçosa, já fazia planos:
-Alheado, a primeira tonelada de ouro extraída será para resvestir as paredes da nossa moradia.
Parafraseando o dito popular:
-Calma mulher, calma! Devagar com o andor, que o Midas é de barro!
Numa segunda-feira, Bugio Espingarda arrebanhou seus 500 homens e começaram a escavar em busca de uma ilusão. Na esperança de ficarem todos ricos, em um passe de mágica, o grupo trabalhava com bastante entusiasmo.
Decorridos uns três meses, 1/5 da turma já havia morrido: de febre amarela, malária, soterramento etc. Donos de engenho e quitandeiros dos arredores estavam à beira da falência de tanto fornecerem suprimentos para os homens de Bugio Espingarda à base do fiado. Sem encontrarem o tão sonhado tesouro, a peonzada já começa a se inquietar. Um peão de apelido Vermelho mobilizou um grupelho de insatisfeitos e deu início à distribuição de panfletos, incitando os demais contra o patrão Bugio Espingarda. Ao se sentir ameaçado, Bugio telegrafou para o Ministério da Guerra, na capital da república, Rio de Janeiro. Eis o conteúdo do telegrama:
Exmº Sr. Ministro da Guerra,
Estamos diante de um caso de conspiração estrangeira. Compatrícios estão sendo usados. Requeiro o envio de tropas federais sem delonga. Seixo-BA, 15 de novembro de 1.889. O Alheado. PTSDS.
Seguro de que a paz voltaria a reinar em breve com a presença das forças armadas, Bugio continuou tocando o trabalho com a turma que ainda acreditava no seu sonho de que ali era mesmo um tesouro inesgotável. Todavia, a comunicação com o Rio de Janeiro não foi estabelecida. Pois, nas caladas da noite, Vermelho e seus comparsas cortaram o cabo do telégrafo.
Já esgotados todos os argumentos para conter a fúria dos insatisfeitos, Bugio Espingarda articulou um plano para dissuadi-los, com a ajuda do padre Agnélio:
-Reverendo, preciso da vossa intercessão urgente. Quero que você convença esses revoltosos de que, se não acharam ouro até agora, é porque foram amaldiçoados por São Midas.
Conforme foi tramado, o vigário partiu para o campo de lavra, onde reuniu os mineiros dizendo:
-Meus irmãos, vocês que até agora não encontraram ouro, e por isso já querem desistir, é porque vocês foram amaldiçoados por São Midas. Entretanto, os outros que mesmo não tendo dado no ouro, mas, ainda assim, acham ânimo para continuar buscando, é por que São Midas tem uma surpresa para eles, a médio prazo.
E assim continuaram os aventureiros a cavar: aqueles que outrora estavam revoltados, para se livrarem do rótulo de malditos, voltaram às boas com o patrão e se reintegraram à turma. Às 06:00, 12:00 e 18:00 horas iam reverenciar São Midas, pedindo ao Santo que lhes revelasse o ouro.
Em um determinado dia, quando o ânimo da equipe estava no auge, no Posto Telegráfico de Seixo, chega um pombo correio, trazendo a seguinte mensagem:
-Na Turquia, um homem desvenda a fórmula do alquimista Paracelso, e já produz ouro artificial em escala industrial. Em consequência, o preço do metal desaba no mercado internacional.
Ao correr a notícia, alguns mineiros, frustrados e desesperançados se suicidaram; a maioria enlouqueceu. Como última tentativa de contornar a situação, O Alheado convenceu os mineiros, que ainda contuavam fiéis a ele, a construírem um imenso templo de madeira em honra a São Midas, talvez, desse modo, o Santo se sentisse agradado e liberasse uma veia de ouro. Assim foi feito. Em seguida, O Alheado ordenou que a edificação fosse pintada de amarelo. Ao tom amarelado da madeira ele deu o nome de Itajurana (ouro falso, em tupi-guarani). E aquele construção foi nomeada de Casa Amarela.
Ainda alimentados por um fio de esperança, mineiros faziam peregrinações ao santuário, que não respondia com o milagre que todos esperavam obter. O tempo passava e a desesperança era uma só. O número de loucos apenas aumentava. Perante uma realidade sem retorno, O Alheado decidiu:
-Mandei eregir esta edificação, esperando que ela fosse se tornar uma fonte de milagres e bênçãos. Já que não foi possível, ela vai servir de último abrigo ou hospício àqueles que eu levei à loucura. Nela, eu também terei o meu quarto de confinamento. E, naquela masmorra, O Alheado expirou seus dias!
*Moral da História: a loucura coletiva é a pior de todas. Quando uma comunidade decide, cegamente, abraçar os ideais de falsos líderes. A esse tipo de adesão insana dá-se o nome de panurgismo.
Por isso, de 1933 a 1945, Adolf Hitler conseguiu levar milhões de simpatizantes a morrer e a matar.
O líder religioso da seita Templo do Povo, Jim Jones, em 1978, induziu 913 seguidores fanáticos ao suicídio, na Guiana Francesa.
Em 1993, em Wacco-Texas, Estados Unidos, o chefe da seita Ramo Davidiano, David Koresh, empurrou outras dezenas de devotos à autodestruição. Dentre outros exemplos.
PS¹: Procuramos dar nomes aos personagens, que mais se aproximassem dos seus sinônimos na obra, O Alienista. Evarista, Plutarca (bem rica, em grego); Porfírio (Vermelho, em grego); Simão Bacamarte, Bugio Espingarda (sinônimos) e Itaguaí (seixo, pedrinha) etc.
PS²: Paracelso, alquimista suíço, cujo nome verdadeiro era: Phillipus Aureolus Thephrastus Bombast von Hohenmeim.
PS³: Eldorado, paraíso imaginário de todas as prosperidades, cravado próximo à Cordilheira dos Andes, América do Sul. Os índios o chamava de Grão-Patiti e sua capital era Manoa (lua esmaecida).