Beyoncé e o mundo do pop

Postado por Julio Honaiser em 3 de fevereiro, às 15:44 em Notícias  |  Comentários (5)
Beyoncé: símbolo da atual musica pop

Beyoncé: símbolo da atual musica pop

Relutei para não entrar com a boa e velha primeira pessoa nos posts que venho fazendo no Livreiro, mas eis que chega o momento. Por uma boa causa, adianto. É que estou com ingressos comprados para o segundo show que a cantora americana Beyoncé fará no Rio, no dia 08 de fevereiro.  Na verdade, abuso da boa vontade dos leitores que estão atrás de livros (calma, eles virão mais adiante) para tentar explicar o porquê de ter começado este texto de maneira tão pessoal.  Sou, sempre fui, e sempre serei um apaixonado pela cultura pop, sobretudo pelo poder difusor que ela tem de se espalhar e de conquistar gente de todas as espécies. 

Sinto que meu casamento indissolúvel com a música pop começou com os pais do gênero – Michael Jackson e Madonna – e, desde então, só se solidifica mais. Por mais que a cena “alternativa” (me questiono se ainda podemos usar este tipo de denominação) tenha muitos nomes que me interessam e seja, sim, o espaço das experimentações, é no pop que me sinto em casa, é no refrão fácil – que gruda – e nas superproduções sonoras que o corpo responde com a vontade louca de dançar.

E com a Beyoncé não seria diferente. Considerada por alguns como a última cantora pop diante de um mercado fonográfico cada vez mais heterogêneo e pulverizado, a diva conseguiu recentemente a proeza de sair da premiação do Grammy com seis estatuetas, inclusive a de melhor canção (pela música Single Ladies), tornando-se, portanto, a mulher que mais foi premiada em uma única edição. Duvido que você, por mais que não goste, não tenha escutado a canção ou visto o clipe. Resta saber quando ela ganhará uma biografia!

Por essas e (muitas) outras que proponho uma viagem pela bibliografia pop. Pelos livros que falam dos hits, das músicas e artistas que fizeram história. O desafio é acabar de ver as dicas abaixo e não sentir uma vontade incrível de se mandar pra uma festa que reunisse a excelência do pop mundial, todos em um mesmo set list.

100 discos

Em 1001 discos para ouvir antes de morrer, 90 jornalistas e críticos de música internacional selecionam os álbuns que não podem faltar em branco na memória musical de todo mortal. Cada álbum citado no livro merece uma contextualização histórica, assim como curiosidades sobre os artistas, as gravações e os bastidores.

de aha a u2

O jornalista Zeca Camargo usa em seu De A-Há a U2 sua bagagem na televisão e a experiência como entrevistador de inúmeros artistas do pop nacional e internacional. O resultado é um livro repleto de situações que humanizam esses artistas sempre do ponto de vista do entrevistador. Os personagens vão de Madonna – dona de um esquema profissional de seis minutos de entrevista em fila – a Renato Russo, que recebia a equipe de jornalistas dormindo ou fingindo dormir.

alta fidelidade

Alta fidelidade, de Nick Hornby, merece entrar nessa (e em várias outras listas) por diversas razões. A que convém ao post, entretanto, é simples: o protagonista é dono de uma loja de vinis e é obcecado em listas mentais de “cinco melhores”, um pretexto para a incursão de inúmeras referencias a nomes da musica pop.

anos 80

O fascínio pela cultura pop produzida nos anos 80 é evidente nesse início de século 21, não só na moda (por incrível que pareça) como na música. No livro-reportagem do jornalista Guilherme Bryan Quem tem um sonho não dança – Cultura jovem brasileira nos anos 80, um amplo painel da cultura pop produzida no período, interligando música, cinema, teatro, televisão, dança, grafite e artes plásticas.

poptogramas

Sabe aquelas imagens de bonequinho  - um de saia e outro sem – na porta dos banheiros públicos? Eles são pictogramas, símbolos feitos para sua orientação. E o que isso tem a ver com música pop?  Tudo, segundo o autor Daniel Motta e seus dois livros Poptogramas e  Poptogramas brasilis, que traz interpretações pictográficas de artistas e cantores nacionais e internacionais.

madonna michael

Eles são, de fato, os pais da música pop tal qual conhecemos hoje. Por isso é impossível e até injusto falar de cultura pop sem mencionar o “papai” Michael Jackson e a “mamãe” Madonna. Os dois astro têm inúmeras biografias. Citamos duas principais – Madonna 50 anos e Michael Jackson: a magia e a loucura -, escritas respectivamente por dois importantes biógrafos americanos Luci O’Brien e J. Randy Taraborrelli, que podem matar a curiosidade de muita gente doida pra saber como se comportam os dois mitos nos momentos de intimidade, longe dos holofotes.

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5 comentários para “Beyoncé e o mundo do pop”

  1. Camis disse:

    eu amo a Beyoncé, acho incrivel como ela soube administrar a carreira e se tornar esse fenomeno (e o melhor ela canta mesmo!) tenho o VIP pro show de são paulo… não vejo a hora…

  2. Thaiana disse:

    Também sou viciada, completamente apaixonada pela cultura POP. Assisti ao show da Madonna em dezembro no Morumbi e simplesmente descobri quão incrível é o poder que um artista exerce com sua música em uma multidão de 70 mil pessoas. Ela é uma lição de marketing ambulante, uma ótima artista.
    A Beyoncé nasceu e foi criada para ser uma estrela. Em todos os shows, é notável que cada segundo seja planejado, cada movimento dela premeditado para que o público tenha acesso visual ao que há de mais performático na atualidade. É por isso que a apresentação dela em grandes premiações como Oscar, VMA, EMA, Grammy seja praticamente obrigatória.

    Dia 06/02 eu estarei lá no Morumbi novamente pra fazer parte da história da música POP…

  3. Gheu disse:

    U-hu… eu também tenho os ingresso para o show de Beyoncé. Eu a verei em Salvador, dia 10; um dia antes da abertura oficial do carnaval. Também sou fã declarado e incondicional da cultura POP. Acredito que exista nesse movimento uma preocupação estética que é testemunha do próprio tempo. Embora as referências dos epetáculos se cruzem, as leituras da realidade que os artistas apresentam são sansacionais. Adoro esses espetáculos, cuja preocupação com a verossimilhança é mínima e o espiríto criativo, que desperta experiências sensórias únicas, é máximo (deve ser por isso que eu amo Lady Gaga!!!)

  4. Anderson disse:

    Sinceramente,como uma cantora que ninguémconhecia pode fazer sucesso em tão pouco tempo?Apesar de gostar mais de música nacional,sou superfã da Beyoncé,é uma das cantoras internacxionais que eu mais gosto,hits como Single Ladies ,Halo , e Irreplaceable não podem faltar no meu celular ou no computador!!!

  5. Antonio Gusmão disse:

    meu comentário é um tanto tolo, uma vez que compreendi e creio que todos que leram o post também compreenderam perfeitemente a intenção do autor ao empregar o termo espécies, mas não consigo deixar de fazê-lo.
    “gente de todas as espécies”: existe alguma outra espécie que caracterize os seres humanos além da homo sapiens sapiens?

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