Com a dúvida levantada pelo mestre Luis Fernando Verissimo em mente, sobre o que levava os escritores a praticar o seu ofício de escrever, fomos conferir com outros moços das letras o que eles acham de sentar em frente a uma folha em branco e preenchê-la.
“Eu sempre escrevi sem maiores questionamentos. Escrevia por escrever, o que não deixa de ser compulsivo. Mas com o tempo comecei a ser visto como ‘escritor’ e aí virou profissão”, explica o autor de Hotel Hell e Curva de rio sujo, entre outros, Joca Reiners Terron, resumindo que, após começar a ganhar dinheiro, com o ofício, tem “duas razões (para escrever); a compulsão criativa e as contas do final do mês”.
Santiago Nazarian (O prédio, o tédio e o menino cego, A morte sem nome etc.) e Sérgio Rodrigues (O homem que matou o escritor, Elza, a garota…) também fazem coro nesse meio termo entre dinheiro e prazer na hora de garatujar.
“Acho que é tanto compulsão quanto profissão, tanto prazer quanto trabalho, e essas coisas se misturam a tal ponto que fica impossível separá-las”, diz Rodrigues. Já Nazarian diz que depende do livro: “quando você se torna profissional da área, acaba tendo de escrever coisas encomendadas também, pedidos específicos de editoras, revistas, que não se encaixam exatamente no que o escritor faria voluntariamente no momento”.
Terron e Nazarian concordam ao dizer que adoram escrever: “Não há nada mais prazeroso do que estar sozinho, escrevendo”, fala Terron, no que é completado por Nazarian: “Escrever é um bem, porque faço com prazer e estou conseguindo sobreviver disso”. Rodrigues, por sua vez, foi mais poético (ou filosófico): escrever “está acima do bem e do mal”.
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Poxa adorei a temática, pois estou ingressando nesta de ser escritor e tinha muitas dúvidas em relação a angústias pessoais por causa da escrita e do ofício de escritor.