Fernanda Young mata Freud e mostra ‘O Pau’

Postado por Julio Honaiser em 25 de novembro, às 14:29 em Notícias  |  Comentários (30)
Capa de O Pau, de Fernanda Young

Capa de O Pau, de Fernanda Young

Retire o “pau” de um homem e ele estará perdido. Retire da mulher a possibilidade da vingança e ela também estará perdida. Em um mundo cujo poder fálico é tão estimado a ponto de ser adorado por antigas civilizações, uma autora desbocada e com atitude por vezes infantis despeja sua ira sobre a fome incontrolável desse apêndice do corpo masculino. O resultado é O pau, novo romance da escritora e roteirista – e agora coelhinha da Playboy, não necessariamente nessa ordem – Fernanda Young, que dessa vez parece ter optado pelo humor mais evidente, às vezes até escrachado, para narrar a montanha russa emocional da designer de jóias Adriana. Ao descobrir a traição do namorado 14 anos mais novo, ela resolve arquitetar a pior das vinganças. Que passa, invariavelmente, pela inutilização daquilo que o homem mais se gaba de possuir, acima do dinheiro, da beleza e da inteligência.

Fernanda Young usa a ira de uma mulher traída para desconstruir qualquer teoria freudiana que junta “pau” e “poder” na mesma frase. Porque, de acordo com a escritora, aquilo que historicamente está associado ao poder genuíno dos homens e à inveja feminina nada mais é que uma “extensão de músculos, vasos dilatadores e carne” que tem o poder (sim, nesse caso “poder” se faz pertinente) de tornar o corpo que o sustenta seu prisioneiro. A ditadura do falo existe, sim, mas, segundo a autora, são os homens que estão trágica e organicamente submetidos a ela, incapazes de usarem a inteligência e o bom senso para burlar qualquer impulso sexual. São prisioneiros – muitas vezes voluntários, porque se utilizam desse estado para realizar as piores burradas – da própria libido. E o que as mulheres têm a ver com tudo isso? São elas que sentem na pele essa ditadura. Que, providas de bom senso, não conseguem passar ilesas diante desse naturalismo com pitadas de oportunismo. O que resta a elas? Bem, segundo Young, o sádico e recompensador estado da vingança, única arma que possuem – e que até as deixa mais bonitas. Portanto, a guerra está travada. E cada um faz uso das armas que tem.

Fernanda Young se irrita com um monte de coisas, mas continua nos inspirando. Primeiro, seu ensaio na Playboy nos rendeu uma pesquisa para descobrir que outras escritoras já tinham posado nuas. Agora, seu “pau” nos leva ao debate entre as duas partes interessadas. De um lado, a redatora Marcela Berlandez. De outro, seu ex-namorado (e atual amigo), o publicitário Fábio Gatts. Ambos membros de O Livreiro e ambos com vontade de falar sobre o assunto.

mulherxhomem

     
Por Marcela Berlandez   Por Fábio Gatts
Acho que a “ditadura do falo” existe, sim. Espetáculo triste de assistir. É muito irônico ver os homens, sinônimo de força em grande parte do imaginário social, atrapalhados com uma questão tão primitiva (pra não dizer biológica): o desejo.Os mesmos bravos que levantam verdadeiras bigornas nas academias, que arrumam encrenca no trânsito, xingam o síndico, falam alto e batem no peito – com orgulho de serem verdadeiras fortalezas – são os mesmos caras que não admitem sentir ou querer sentir algo diferente do que o julgamento popularesco atesta como “certo”.

Mas vá lá… Entendendo que a “ditadura do falo” é uma questão cultural, fica fácil sacar como tanto poder se tornou impotência. Eles, os homens, estão de fato aprisionados a um pedaço de carne. E enquanto os conceitos do que é certo ou errado não forem reavaliados por eles próprios, eles vão continuar assim.

Historicamente muita gente – homens e mulheres – já morreu em função de sentimentos que não poderiam ser genuinamente abafados. Um legado de coragem que deveria estar sendo mais bem aproveitado pelas gerações que vieram depois. Que muitos desejos fossem proibidos há séculos e que os homens tivessem que dar vazão a ele sem o mínimo de filtro, tudo bem. Mas perpetuar essa ditadura em pleno século XXI é dose! Resta pensar que a prisão deles é uma escolha. E Freud que entre em campo para defender o inconsciente.

O mais incrível de toda essa história é ver a quantidade de homens que não percebe que a maior demonstração de força seria, antes de tudo, defender os seus próprios sentimentos, além do “pau”. Não são eles que também vivem dizendo que pouco importa a opinião dos outros? Então, deveriam ser mais honestos (por que não?) com seus sentimentos verdadeiros. Depois dizem que mulher é que complica as coisas.

  A “ditadura do falo” é incentivada desde o nascimento, quando todo pai que eu conheço cantava pro filho uma música sobre um garoto que tinha o pau grande e outro que tinha pau pequeno. E o outro sempre era em tom de deboche, como se ele fosse menos homem que o primeiro. Daí começa a escravidão do garoto.Tanto é que, nos vestiários masculinos, entre adolescentes, ninguém fica pelado como ficam as meninas no feminino. Elas não têm vergonha de ter peitos menores que as outras. Nos masculinos, é uma tensão só! Afinal, tudo está concentrado naquela área sagrada, que determina quem será bem sucedido e quem será um merda pro resto da vida.

Afinal, qual é a primeira coisa que pensamos quando vemos alguém arrogante, com um carro caro, querendo contar vantagem sobre suas conquistas amorosas? “Deve ter pau pequeno.” Nas entrelinhas, está ele, o recalque: “Eu não tenho isso tudo, mas meu pau é bem maior, e isso compensa qualquer coisa”. Ou seja, a criatura usa o próprio pau como consolo (sem duplo sentido) por não ter o que gostaria. Quem me garante que aquele cara, numa Mercedes conversível, não tem um pau enorme? Isso gera uma bola de neve que faz com que o indivíduo nunca esteja satisfeito com o tamanho do seu. E aí se caracteriza o cárcere privado que criamos em torno do nosso próprio pau.

Sinceramente, não me considero escravo desta maneira. Sou quem eu sou independente do tamanho do meu pau. Mas me considero escravo do mesmo jeito, quando me pego fazendo piadinhas sobre o tamanho do meu pé (45), com um sorriso de deboche e superioridade. Quando você vive em uma ditadura, da forma que for, não dá pra viver alheio às consequências da mesma.

E, pra deixar claro, mesmo achando que meu pau não é pequeno, compartilho da opinião de Vinicius de Moraes, quando perguntado se gostaria de mudar alguma coisa caso reencarnasse: “Eu gostaria de ser a mesma pessoa que sou. Mas com um pau um pouquinho maior”.

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30 comentários para “Fernanda Young mata Freud e mostra ‘O Pau’”

  1. depoimentos SUPER interessantes. adorei! guerra dos sexos é assim desde que o mundo é mundo, imagino.
    mas concordo com a marcela: os homens estão confusos e um tanto perdidos. nada que não possa ser descomplicado.
    cobraram que eles fossem de um jeito, que não ouvissem seus sentimentos e seus corações…
    tomara que a delicadeza feminina os ajude a perceberem que gostamos mesmo é dos nossos homens beeeeeeem queridos e verdadeiros conosco (e, principalmente, com eles).

  2. Ronaldo Pelli disse:

    “A ditadura do falo existe, sim, mas, segundo a autora, são os homens que estão trágica e organicamente submetidos a ela, incapazes de usarem a inteligência e o bom senso para burlar qualquer impulso sexual.”

    Eu, errr, hum… não discordo. Muito pelo contrário. Longe disso. Mas preferia que ninguém soubesse disso. Agora, ferrou.

    • Admitir a condição não será um passo para a evolução segundo Young?

    • há algum tempo que vcs estão sendo desmascarados, ronaldo! :-)
      estará chegando a hora do juízo final?

      • Marcela Berlandez disse:

        “Preferia que ninguém soubesse disso” foi ótimo!rs
        Mas é fato: admitir que existe alguma coisa que precisa ser melhorada, é o primeiro passo; como A Fernanda Young falou e Julio endossou.

        É… tá chegando a hora do juízo final, mesmo. Que bom, né?!

    • É muito complexo.Impulso sexual não é impulso realmente,seu cérebro é que manda este “impulso” a você,com sua imagem projetada pelos seus progenitores.Sendo assim:o inconciente de um homem,teoricamente,é uma mulher e o da mulher é um homem.Mas existem controvércias: um gay,ou uma lésbica não se adapta a imagem progetada pelos seu progenitores.Uma bissexual,podemos dizer, tem o cérebro de ambos.

      Mudando de assunto…quando menos prefere expor-se,mais se expõe.É o mundo,Ronaldo.Mas o que nós vamos expor?De que temos realmente certeza?Só da morte,e que ela está mais próxima a cada dia,a cada segundo que se passa.

      Espero que não tenha assustado.

  3. Madonna disse:

    Que coisa mais antiga isso de discutir homem x mulher! O mundo é gay! =)

  4. cydafontana disse:

    adorei este comentarios depoimentos SUPER interessantes. adorei! guerra dos sexos é assim desde que o mundo é mundo, imagino.
    mas ;os homens estão confusos e um tanto perdidos. .
    eum jeito, que não ouvissem seus sentimentos e seus corações…mas eles tamben tem coraçao seria se ouvissem as mulheres e fossem mais doceis e desarmados . nao usassem o pau para imtimidar uma mulher porque o que eles querem e fuder
    tomara que a delicadeza masculina aflora e os ajude a perceberem que gostamos mesmo é dos nossos homens beeeeeeem queridos e verdadeiros conosco , amante e amigos gostosos mas existe forma melhor de amar , imaginem amar uma mulher , tao doce como o mel , quente como uma brasa mas , semmmm pauuuuuuuu

  5. Leandro disse:

    A Fernanda Young é uma idiota, mas este livro parece ser legal, por abordar esta espécie de crise de identidade do caráter masculino. Afinal, era o pau que garantia a primazia do homem em muitas profissões. Com o avanço das mulheres em diversos campos exclusivamente masculinos, como o homem fica? Tem que redefinir seu papel. A mulher ganha espaço. O homem perde. É mais difícil perder que ganhar.

    E quando no post é dito que os homens são pprisioneiros da própria libido, dá para ir além: são prisioneiros de um conceito do que é ser homem de uma forma muito mais ampla.

    • Neil disse:

      “Afinal, era o pau que garantia a primazia do homem em muitas profissões”

      Muitas? Não me ocorre nenhuma outra profissão onde um homem garanta sua primazia com o pau, exceto a prostituição mascuilna.

      Quanta bobagem.

  6. Adriana Souza disse:

    Ser homem ou mulher é muito mais mesmo do questão de quem tem o que “pau”ou “não pau”, mas acredito que náo mulheres acabamos criando os homens do jeito que eles são. Basta se perguntar quantas vezes você não ouviu ou você mesma não disse a frase: “Meu filho é macho, pega todas!” Ou quando são pequenos: “Conta pra mamãe quantasnamoradinha você tem?” Como assim quantas?! Quando que para uma filha mulher: “Não, minha filha…não ela é virgem! Teve só um namorado! …Filha quando é o casamento? (grande mérito) a menina com 20 anos já uma mulher e tem que escutar essas besteiras. Pensando bem nós mulheres também somos escravas de conceitos errados.

  7. Há coisa de ano, ano e meio, li na Piauí sobre o famoso “enlarge your pênis”. O texto defende que quem mais se preocupa com isso são os próprios homens – e a maioria por causa do constrangimento de exibir um pau pequeno no vestuário masculino. Fiquei abismada! Bem, prefiro os de borracha – estão sempre duros, vibram em três velocidades e não tem um homem cheio de “paucentrismo” por trás (sem trocadilho) dele hahahaha

  8. Priscilla Paiva disse:

    É estranho pensarmos da forma como Fernanda Youg, como uma “ditadura do Pau”, acho sim que os homens como ela fala são submissos a ele e controlados pelos impulsos desenfreados muitas vezes.

    Mas acho também que nada, ainda mais um órgão possa manipular atitudes de uma pessoa. Na minha opinião, os homens usam isso como desculpa para atos falhos de traição, como aquela simples frase “Eu sou homem, não tive como resistir”. É um absurdo pensarmos dessa forma, que se não existe “Pau” tudo ficaria resolvido, no fundo os instintos de um ser humano está em seu interior, nós nascemos como animais e com a criação e a influência da sociedade passamos a nos submeter a controles no nosso modo de agir.

    Como Freud mesmo já mostrou em estudos, nós possuímos 3 instâncias psíquicas, que controlam o comportamento humano, são elas o ID, EGO e SUPEREGO.

    O ID é inconsciente, e totalmente movido a instintos primitivos de sexo e violência, o ID exerce pulsões sobre nós e coloca a frete de nossas mãos a vontade do prazer imediato.

    Em contra ponto ao ID se encontra o SUPEREGO também inconsciente, que entra como o papel de censor de nossos impulsos primitivos, ele impõe a ordem do certo e do errado, a culpa e a vergonha. Em um primeiro momento das nossas vidas o SUPEREGO é introduzido por nossos pais e depois funciona sob influência da sociedade.

    E o equilíbrio ou não em nossas atitudes é exercido pelo EGO, o ego é a instância consciente . Ele vai buscando substituições para as coisas que não podemos fazer (porque estamos sobre influência do ID e do SUPEREGO), para que fiquemos satisfeitos com nós mesmos, fazendo o certo.

    Bom, eu falei isso tudo pra deixar claro meu pensamento em relação a idéia da autora. Não concordo que se não existisse o “Pau” os problemas estariam resolvidos, o que falta é um equilíbrio entre os homens, porque simplesmente eles seguem e sedem ao ID e conseqüentemente ao prazer imediato, sem muitas vezes influência do SUPEREGO.

    Não só os homens são influenciados e sedem, mas ocorre também com as mulheres. Quantas mulheres traem os seus companheiros? Só eu conheço várias. E nós não possuímos “Pau” para que nos influencie, mas sim instintos primitivos e uma falta de controle (SUPEREGO) e cuidado para com nossas ações. E principalmente falta de consciência das conseqüências que nossas ações podem causar.

    • Lendo Priscila Paiva e outros,
      Gosto muito de Freud, mas não sei se tenho teorias.
      Porém, achei mto justo o que foi dito por P. Paiva: As mulheres traem, e traem muito. Tbém conheço várias…
      Acho que o que falta é justamente “controle” e responsabilidade. Pq as consequências são inevitáveis…
      Mas, mesmo assim vou ler Fernanda. Não acho que ela seja uma idiota. Vejo-a bastante libertária e dona de opiniões. E pelo que me consta, ela vive muito bem!

  9. Olha a mulherada sendo conivente com a ditadura do falo! Acho que nem todas pensam como a Marcela Berlandez….

    http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/11/26/rihanna-avisa-tamanho-documento-914929929.asp

  10. Neil disse:

    As pessoas amam ditaduras. Fabricam ditaduras a torto e a direito. Ditadura da beleza (como se as feias não preferissem ser belas), ditadura da magreza (como se obesidade fosse um estado de saúde e equilibrio existencial) e agora, a pueril “ditadura do falo”.

    Fecho com a Priscila em seu questionamento: “e as mulheres, que não possuem falo?”. São tão condicionadas quanto os homens (ops, Freud novamente) ao Princípio do Prazer (aquele que vive em eterno conflito com o Princípio da Realidade).

    Para pessoas de algumas gerações atrás (como a Fernanda? rs) talvez fosse bonitinho, mas para alguém de gerações mais recentes, esse clima de “fofinha auto imolação masculina” carrega um quê de frouxidão deliberada e cliché midiático pós feminista. De todo modo é uma forma segura de um homem ainda parecer simpático e sociável, ensejar um certo ridículo em tudo que envolve o universo masculino. A fofinha auto imolação. A forma mais rápida e menos original possível de um homem ocidental aparentar civilidade.

    Ora, eu entendo uma mulher falar em ditadura do falo. É bobo, mas é oriundo de desconhecimento: ela não possui um, logo não sabe, in loco, a realidade de lidar com “o próprio falo”. É compreensível que as demandas do falo sejam misteriosas para elas da mesma forma que o conceito de “cólica menstrual” é algo praticamente insondável para a mente masculina (já me explicaram dezenas de vezes como é, e nada na minha experiência pessoal me preparou para entender a idéia, menos ainda a sensação).

    Inventamos ditaduras quando não conseguimos lidar com a idéia de que, o que chamamos (inapropriadamente) de “ditaduras”, nada mais são do que pessoas fazendo ou desejando aquilo que elas *já queriam* fazer em primeiro lugar.

    Ora, lá se vão pelo menos duas décadas de intenso onanismo intelectual em torno da liberação sexual feminina, para então, nos depararmos com discursos cripto-moralistas censurando a liberdade sexual masculina? Impressão minha, ou igualdade posta dessa forma se torna algo contraditório?

    Alguém avise a Fernanda que não há nada de inteligente ou sensato, na parte dos homens, em renegar as sensações oferecidas (um doce presente da natureza) pelo Falo. Insensato e estúpido seria justamente o contrário – termos nos engendrado em liberar sexualmente as mulheres, para então torcermos o nariz posteriormente para a liberdade masculina.

    É absolutamente recomendado nesse caso, não fazer uso recreativo de altas doses de Fanta Uva sem gás assistindo a “Monólogos da Vagina”, antes de se escrever sobre falos. Alto risco de uma profusão interminável de infantilidade.

  11. Nilton Wainer disse:

    Sejamos mais oníricos – simples, primitivos (?) – e menos analíticos, menos depressivos também.
    “Brincar de pau e b…..”, desculpem a crueza das palavras, é a melhor diversão dos adultos!!!!!
    A irritação (sempre ela…e dela) da Fernanda Young com o pau soa a inveja (sic) ou falta dele (maldade minha).
    Marcela, nós homens não somos mais apenas um corpo que carrega seu pau: temos sentimentos, os reconhecemos, administramos (tentamos, pelo menos), gostamos de curtí-los, somos românticos, amorosos, afetivos com filhos e mulheres, mas, cá entre nós: cada coisa na sua hora !
    Hora de curtir a libido, de amar…é também hora usar o pau. E sem vergonha (sem hífen e no bom sentido do termo). É nosso papel, gostamos dele. E as mulheres também.

  12. Henrique disse:

    Não dá para pensar nos dias de hoje que “pau” é apenas um atributo masculino. Pau é poder. Hoje em dia as mulheres já conquistaram e continuam conquistando muito poder. Ou seja, tem muita mulher com “pau” e saindo-se muito bem. Fernanda Young mata uma cobra por dia e mostra o “pau” com toda a propriedade.

    • Di disse:

      A competencia do “homem ‘ nao esta no que ele tem no meio das pernas.
      Seu comentario esta perfeito.

  13. Johannes disse:

    Não entendi bem o tema em discussão. Acho essas abordagens, homens isso, mulheres aquilo, pobres, pobres, pobres. Mais do que membro de uma dessas categorias (no caso, homem), sou eu mesmo. Não partilho de muitos dos valores da classe média a que em tese pertenço.

    “Entendendo que a “ditadura do falo” é uma questão cultural, fica fácil sacar como tanto poder se tornou impotência. Eles, os homens, estão de fato aprisionados a um pedaço de carne.”

    Sério? É isso mesmo? Pensei que a vida fosse mais que isso, embora sexo seja ótimo, e eu adore, principalmente com uma boa companhia (mulher, sempre, mas isso em virtude do meu desejo; se curtisse homem, faria diferente, mas não é o caso). Não me sinto nada aprisionado ao meu pau. Se estou com muito desejo, e sozinho, dou um jeito. Não fico desesperado atrás da primeira incauta; isso é muito adolescente, né?

    A Fernanda Young posou nua? Mas quem é a Fernanda Young? Faço votos que agrade aos leitores da revista. Nunca a vi, nem pretendo lê-la, ultimamente só leio Proust e Harold Bloom.

    Abraços.

  14. Luan disse:

    O titulo é de mau gosto,mas por outro lado é necessário para um “estalo” na mente das pessoas mais alienadas com a situação apresentada pelo livro,acho que antes de culparem apenas nós homens temos de observar o fato de que a nossa criação tem muito mais participação das mães do que dos pais, que de certa maneira contribuem para uma má criação para os filhos tratando-os como “machos-alpha”(Quem é mãe deve saber melhor do que eu o que estou falando),além é claro da necessidade doente de inclusão que o ser humano possui onde muitos homens preferem baixar seu nível intelectual,ostentando o ser mal educado,o ser chulo,o ser o rídiculo,superficial,nimphomaníaco e vazio, simplesmente para ostentar uma imagem muitas vezes falsa de si mesmo para a sociedade que também exige que sejamos assim,é claro que temos que perceber que a situação está mudando aos poucos,mas tanto homens e mulheres contribuiram para isso,em um mundo que gira ao redor do sexo e da necessidade de relacionamentos impostos pela sociedade,onde não conseguimos passar um dia se quer sem ter que ver na T.V,livros e demais meios de comunicação algo que envolva direta ou indiretamente o sexo posto como uma necesidade praticamente desesperada e doentia para sociedade que acaba por tomar para si as situações apresentadas tomando-as como suas necessidades.

    Já pararam para pensar em quantas coisas ruins seriam evitadas se dessemos atenção as nossas verdadeiras necessidades e não as necessidades que nos são impostas?

    O que dizer de uma mulher que se oferece a você e você nega, por simplesmente não querer ou não estar bem e ela te chama de “viado’ por isso?
    Realmente vivemos em um mundo de egos hiper-inflados com bases frágeis,quebradiças e ocas,onde muitos homens se dizem “machos” mas não são capazes de sustentar uma simples posição de opinião frente a nossa sociedade decadente,vivemos em uma sociedade que parou de valorizar homens bem instruídos para valorizar ereções de homens mimados que ficam agressivos e até doentes se ficarem sem sexo mais de uma semana.

    Sinceramente a sociedade em que vivemos é uma sociedade de cachorros que estão em um cio sem fim,escravos de seu próprios desejos,aliás até os cachorros e outros animais tem mais ciência dos períodos propícios para o sexo e são mais responsavéis pela criação de seus filhotes do que muitos seres humanos que perpetuam a pobreza do ser, geração após geração.Pena nem todo mundo ter força de mudança.

    Quem sabe daqui alguns anos não teremos no lugar de símbolos religiosos nos locais de culto a volta de Pênis e Vaginas no altar,parece mais apropriado para os dias de hoje.
    Nem o Feminismo e nem o Machismo,mas sim um equilíbrio.

    Realmente sou homem,mas sou um homem que pensa com a cabeça de cima e não a de baixo.

    Obs: Acho a Fernanda Young é muito bonita,mas o programa dela no GNT é uma lástima e quanto ao livro dela eu não li e não quero ler.

  15. Luan disse:

    Ah,não posso deixar de dizer que é claro que gosto de mulheres,em especial dauqelas que falam primeiro comigo e depois com o meu pênis…..

    • Priscilla Paiva disse:

      Nossa Luan, que tipo de mulheres são essas que primeiro falam com o seu pênis pra depois falar com vc? Oo*

  16. Rodrigo disse:

    Mais um livro sobre penis cortados, isso já está tão comum …

  17. Elisandra disse:

    Imagino que este livro seja
    diferente, ecentrico, mas quero muito
    poder ler…
    Os comentarios?
    da parte dele concordo plenamente, que homens que sao mal suscedidos na vida
    sao bemm maiores, explicaçao.. hummmm acho que nao tenho, mas é verdade.
    E para as mulheres humm eles acham que nossos sentimentos, maguas pode ser apagados
    com o simples fato de termos o grande e vangloriozo”Pau”.

  18. Fabrício disse:

    É inadmissível esse tipo de literatura, uma literatura que incentiva a vingança da forma mais abominável que pode existir: cortar o genital de um ser humano. Isso não se faz nem com animais que são irracionais. E pior ainda, faz desse ato horrível uma comédia. Sinseramente, alguém que comete tal violência com o próximo, deveria ser condenado a morte. Como vocês, mulheres, podem aqui fazer comentários desse livro como se fosse tudo uma brincadeira. Como vocês se sentiriam se um homem fizesse um livro cujo o objetivo fosse cortar os genitais de uma mulher e ainda fizesse isso com humor? Como se não fosse nada de mais mutilar uma mulher dessa forma. Ou então fizesse algo que vocês abominam, que é o estupro, e fizesse com humor, como se não fosse nada demais. Lamentavelmente essa literatura precária me comprova a que rumo a humanidade está indo, a humanidade está perdendo o afeto, o amor e o respeito ao próximo. Infelizmente no mundo de hoje as mulheres estão se tornando tão maléficas e egoístas quanto os homens. As pessoas não são donas umas das outras, se o relacionamento não está legal, então separa-se, não existe motivo pra cometer tão grave vingança a não ser o próprio mal que existe dentro do ser-humano.

  19. Pensador disse:

    É uma pena que pessoas gastem tanto tempo com disputas, vaidades, ofensas disfarçadas (e explícitas) no claro desejo de se afirmar, se impor, justificar a razão de caminhar nesse planeta…

    Vemos agora uma disputazinha estilo “Sílvio Santos – Quem Sabe Mais? O Homem ou a Mulher?”.

    É triste constatar que nossa pobre raça humana não sofra evolução humanística (ia dizer espiritual, mas poderiam alegar que estou tergiversando para o religioso…). O ser humano na era lascada agredia o semelhante. Século XXI e o ser humano agride e faz chacota… Como Fabrício colocou aí acima, um livro baseado na Inveja e na Vingança, destilados com humor. Para chamar ainda mais a atenção da mídia e provocar a curiosidade de potenciais compradores o título é apelativo e a capa é ambígua (pode-se imaginar o próprio falo em “closeup” quando na verdade é o queixo e o pescoço de alguma modelo).

    Será que não estamos infantis demais? Será que as mulheres que agora estão chegando aos tempos da igualdade dos sexos, usufruindo dos mesmo poderes e privilégios dos homens, não estão olhando pequeno demais? As novas guerreiras e heroínas do século XXI não têm algo mais interessante a fazer que não seja o velho e arcaico “complexo de castração” pelo qual já se falou que elas todas passam? Continuam a olhar para o entre-pernas dos homens numa ladainha “ad-infinitum”?

    Se temos pessoas melhores caminhando ao nosso lado, ombro-a-ombro, essas pessoas deviam assumir atitudes de sabedoria, tomando rumos na direção da reconstrução da humanidade e não apontando o semelhante/companheiro na praça, “Olhem! Ele é assim, ele é assado!” Como outro leitor comentou, as Ditaduras são fabricadas por todos, homens e mulheres, pelo simples fato de que *gostam* de ditaduras. Refletem exatamente o que se passa no imaginário de todos, de novo, homens e mulheres, e encontram respaldo na realidade, o que lhes confere autoridade.

    E aí turma! Vamos crescer! Vamos sair desse jogo de amarelinha. Vamos construir uma nova sociedade, sem brincadeirinha fútil usando sentimentos primitivos de vingança nem de tamanho do pau. Isso cai bem para pirralhos, e somente os mal-educados.

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