Meira, Keen e Shirky e o futuro do jornalismo

Postado por O Livreiro em 16 de outubro, às 19:50 em Notícias  |  Comentário (1)
Silvio Meira - Crédito: Divulgação

Silvio Meira - Foto: Divulgação

Sabe aquela história de que o jornalismo está mal das pernas? De que o futuro do papel é duvidoso e que os jornais estão perdidos, sem saber como lidar (ou seria lucrar?) com o avanço da internet?  Tudo pode até ser verdade, mas o amigo de O Livreiro Silvio Meira, em seu blog Dia a dia, bit a bit aponta para iniciativas de quem, diante da encruzilhada, pelo menos se arrisca a desenvolver projetos e maneiras de lidar com a “crise”.

É o caso do jornal inglês The Guardian, que Meira cita como estudo de caso de seu texto. A publicação quase bicentenária enfrenta, como todos os outros, “a maior mudança de plataforma de gestão de ciclo de vida da informação desde Gutenberg”. Com a diferença fundamental de que resolveu entender o desafio e arriscar. O jornal parece ter percebido que é, acima de tudo, sua história – lê-se acervo – o seu maior tesouro.  E que seu conteúdo poderia estar em uma plataforma de programação e distribuição de informação, o que significa que qualquer um pode manipular tudo o que está no sistema, usando a vasta base de dados do jornal para seus fins. Meira explica no blog os detalhes essa transformação.

No início desse mês, o site Nieman Journalism Lab, da Universidade de Harvard, disponibilizou em vídeo, na íntegra, o debate travado na universidade entre dois pensadores do futuro da cultura no mundo da internet: Clay Shirky, professor da NYU, e Andrew Keen, de O culto do amador, cuja passagem, este ano, pela Bienal do Rio, O Livreiro acompanhou de perto. Vale a pena assistir para entender os argumentos de dois pensadores que tentam, cada um à sua maneira, entender os rumos do mundo digital.

Sobre a situação do atual mercado de jornalismo diante das mudanças, Shirky não esconde o pessimismo e acredita no declínio do modelo de jornalismo rentável. “Quem está à frente desse tipo de empreendimento ainda acredita que uma solução surgirá no momento certo. Eles estão se enganando.”

Keen, por sua vez, insiste em seu discurso de que a mídia tradicional fornece informação de qualidade acessível às massas e de que segunda geração da web – colaborativa em sua essência – não está fazendo isso.  Ele crê que a mídia tradicional não vai exatamente morrer, mas vai mudar de forma radical. “Os meios de comunicação de massa  perigam de sumir do mapa. Mas isso não significa uma democratização da mídia e do conteúdo. O que vai acontecer é o aparecimento de uma nova ordem, em que a informação de alta qualidade estará menos acessível às pessoas comuns, obrigadas a viver sob a lei da informação colaborativa, fraca e desqualificada”.

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Um comentário para “Meira, Keen e Shirky e o futuro do jornalismo”

  1. PEDRO GIRARDI disse:

    EU VOU DIZER AOS AMIGOS BLOGUEIROS, QUE TEM UM LIVRO NOVO NA PRAÇA DE FICÇÃO,,POR FAVOR NÃO DEIXEM DE LER …DEPOIS ME DARÃO RAZÃO…..É UMA DELICIA DE LEITURA….CRONICAS DOS SENHORES DE CASTELO;;;;;;;;;VALE A PENA;;;;;;;EDITORA BASE ;;;;;;;;;;;;;LIVRARIAS CURITIBA EM TODO O BRASIL;;;;;;;ABRAÇOS

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