O jornalista e escritor Bernardo Carvalho é um dos nomes mais premiados da literatura contemporânea brasileira, tendo ganho os prêmios Jabuti em 2004, por “Mongólia”, e o Portugal Telecom de 2003, por “Nove noites”.
Criador de estruturas narrativas complexas, lançou esse ano “O filho da mãe”, que conta as histórias de um operário checheno e a de soldado nascido no extremo oriente russo, mas filho de um exilado brasileiro. O livro – um trecho dele pode ser lido na revista Piauí – é parte do projeto Amores expressos, que mandou dez escritores a diferentes cidades do mundo para que cada um voltasse com uma história. A de Carvalho foi São Petesburgo e ele conta suas experiências no blog do projeto, que pode servir de entrada para os diários de todos os ótimos autores envolvidos.
Pela primeira vez, o autor apostou num livro na terceira pessoa, com um narrador onisciente que conta não só as histórias dos dois rapazes, mas também a de alguns de seus parentes. No vídeo que ilustra esse post, Carvalho lê alguns trechos do livro. Ao programa Entrelinhas, da TV Cultura, comenta a escolha da cidade, que não conhecia.
Um pouco sobre suas influências literárias – mais precisamente, o quão pouco tem delas – pode ser visto nesta entrevista ao programa “Jogo de Ideias”, do Itaú Cultural. Finalmente, uma boa resenha de “O filho eterno” pode ser lida no blog “Gymnopedies”, do crítico Jonas Lopes.
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